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Embrapa transforma amêndoa do caju em novo alimento funcional

Subproduto da castanha vira alternativa saudável, sustentável e com potencial de mercado

Por José Cândido | 27/01/2026 10:50
Embrapa transforma amêndoa do caju em novo alimento funcional
O produto apresentou bons resultados em testes sensoriais realizados com consumidores - Foto: Patrícia Mendes

A Embrapa está transformando um dos tesouros menos valorizados da cadeia produtiva do caju em uma nova alternativa funcional para a alimentação humana. Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária desenvolveram um análogo a queijo simbiótico feito a partir da amêndoa da castanha-de-caju, trazendo novidade para um mercado que busca opções mais saudáveis e sustentáveis e, ao mesmo tempo, agregando valor a um subproduto pouco explorado. 

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A ideia nasce de um dilema clássico da indústria cajuína: até 40% das amêndoas quebram durante o processamento, e esses pedaços acabam tendo valor comercial bem menor do que as amêndoas inteiras, apesar de seu rico perfil nutricional, com proteínas e ácidos graxos importantes para a saúde.  

A pesquisa da Embrapa aproveita essas amêndoas quebradas — que hoje valem menos e muitas vezes são subutilizadas — para criar um produto que reúne benefícios funcionais à saúde e características sensoriais que podem agradar ao paladar dos consumidores modernos. 

O novo alimento é classificado como simbiótico por combinar prebióticos e probióticos, substâncias que apoiam a saúde intestinal e o equilíbrio da microbiota. Esses ingredientes potencializam os efeitos benéficos para a saúde, indo além da simples nutrição e oferecendo efeitos que vão ao encontro da demanda crescente por alimentos que unem sabor e funcionalidade. 

A pesquisa, que representa uma das frentes de inovação em produtos derivados da castanha de caju, insere-se em um contexto mais amplo de valorização de matérias-primas brasileiras com potencial mundial. 

A amêndoa da castanha de caju — já objeto de estudos para bebidas vegetais e outros derivados — tem mostrado, em diferentes trabalhos, ser uma fonte interessante de nutrientes e compostos bioativos. 

Para os produtores e para a indústria, a novidade pode significar uma oportunidade de gerar renda a partir de produtos hoje desvalorizados, além de abrir caminhos para inovações que expandam o uso do caju em produtos alimentícios funcionais. 

Esse movimento não apenas amplia a utilidade da amêndoa de caju, como também se conecta com a tendência global de alimentos plant-based e funcionais, que crescem ano após ano entre consumidores preocupados com saúde, bem-estar e sustentabilidade ambiental.

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