Direto das Ruas

Preocupada com má-formação no coração da filha, mãe questiona atendimento

Hospital destacou que não é referência em cardiopediatria, mas oferece suporte de qualidade

Por Cassia Modena | 04/09/2025 09:59
Preocupada com má-formação no coração da filha, mãe questiona atendimento
Prédio do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (Foto: Osmar Veiga/Arquivo)

A dona de casa Elaina Cristina Soares Kelm peregrina desde 2023 em busca de um tratamento que livre a filha de 6 anos dos sintomas e os riscos relacionados à má-formação congênita no coração. Em relato enviado ao Direto das Ruas, ela questiona o atendimento recebido e pede a reavaliação do caso na instituição que acompanha a menina, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

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A criança voltou a ter dor no peito e ficar com a boca roxa nas últimas semanas, segundo a mãe. A garota tem crises desde os três anos e chega a desmaiar em algumas delas.

Elaina vai até o hospital quando a filha tem sintomas e quando precisa fazer os exames cardiológicos de rotina, a cada seis meses. Porém, reclama que as crises continuam surgindo e nada além do acompanhamento tem sido proposto pelos médicos. "A última vez que deu uma crise nela, passaram um paracetamol e mandaram eu ir para casa", afirma.

Menina fazendo exame no HRMS (Foto: Arquivo pessoal da mãe)

Dona de casa de 32 anos, ela também é mãe de um menino com deficiência. Chegou a consultar um especialista para a filha em clínica particular popular no bairro onde a família mora, o Aero Rancho, para ouvir outra opinião. A indicação do profissional foi o procedimento "dinamicista" que, de acordo com Elaina, o HRMS não disponibiliza. Ela pediu um encaminhamento para Santa Casa de Campo Grande, que é referência para cardiopediatria, mas não teria sido atendida. "Falam que não é necessário", afirma.

A mãe reclama ainda da demora no agendamento de cada consulta de rotina. "Consigo o dia para fazer exame, sei a data para pegar exame, mas não consigo um encaixe. Eu fico com minha filha sentindo dor. Pensa em como está difícil!", relata. 

A reportagem falou sobre o caso da criança e questionou a assessoria de imprensa do HRMS se todos os precedimentos ofertados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na área de cardiologia pediátrica estão disponíveis no HRMS e se as consultas estão sendo agendadas em tempo hábil. Em nota retorno, o hospital destacou que não é referência na especialidade, mas que "atua sempre com foco no atendimento humanizado e de qualidade, oferecendo aos pacientes o melhor acompanhamento possível, com o suporte de profissionais capacitados e encaminhamentos adequados sempre que necessário". 

Quanto ao tempo de espera, respondeu que "as consultas são agendadas de acordo com a disponibilidade de vagas". 

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