Cidades

Conselho aprova PPP do Hospital Regional e projeto é encaminhado ao governador

O leilão para efetivar a Parceria Público-Privada está previsto para ocorrer em dezembro de 2025

Por Izabela Cavalcanti | 02/09/2025 11:26
Conselho aprova PPP do Hospital Regional e projeto é encaminhado ao governador
Projeto mostra nova fachada do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação/EPE)

O projeto de PPP (Parceria Público-Privada) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) foi aprovado pelo Conselho Gestor de Parcerias e, agora, segue para ratificação do governador Eduardo Riedel (PSDB). A ata da 40ª reunião foi publicada nesta terça-feira (2) no Diário Oficial do Estado.

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Depois disso, será publicado o edital de concorrência pública. O leilão está previsto para ocorrer em dezembro de 2025. 

O valor total do projeto é de R$ 5,6 bilhões em 30 anos. A contraprestação máxima projetada é de R$ 20 milhões ao mês, sem os descontos a serem aplicados no momento do leilão.

O Conselho Gestor de Parcerias foi criado pela Lei Estadual nº 5.829, de 9 de março de 2022. O grupo é responsável por aprovar o Plano Anual de Parcerias, aprovar os projetos de parceria com a iniciativa privada e as modelagens que envolvam a alienação do controle de empresa estatal.

O projeto em saúde pública recebeu 408 manifestações da sociedade, com questionamentos e proposições para o aprimoramento.

“Após a consulta pública, o projeto passou por um processo cuidadoso de refinamento e ajustes técnicos. Isso nos permitiu incorporar sugestões importantes, garantir maior aderência às preocupações da sociedade e alcançar um nível de amadurecimento que nos dá segurança para afirmar que hoje temos um projeto consistente, sólido e pronto para o lançamento do edital. A aprovação unânime no CGP (Conselho Gestor de Parcerias) demonstrou a importância do projeto no contexto da saúde pública de nosso Estado”, explicou a secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.

A proposta contempla a reforma do prédio atual, a construção de novos blocos e a gestão dos serviços não assistenciais, que incluem limpeza, manutenção, vigilância, portaria e estacionamento, lavanderia e rouparia, transporte, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, logística, necrotério, engenharia clínica, gases medicinais e utilidades, nutrição e dietética, esterilização, tecnologia da informação e comunicação e, de forma inovadora, aquisição e gestão de insumos hospitalares, integrando suprimento e operação.

Além disso, também está prevista a ampliação do número de leitos de 354 para 577. O contrato prevê ainda soluções sustentáveis e inovadoras como energia fotovoltaica, reuso de água, automação, transporte pneumático e robotização da farmácia.

O prazo total de execução das obras será de 56 meses, sem interrupção dos serviços hospitalares. 

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