Linha expressa deixa passageiros na mão em terminal e saída é enfrentar lotação
Secretária conta transtorno para conseguir chegar ao trabalho nesta sexta-feira
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Passageiros do transporte coletivo de Campo Grande enfrentaram atrasos e superlotação nesta sexta-feira (6). A secretária Cíntia Gonçalves esperou cerca de uma hora pelo ônibus expresso no Terminal Guaicurus, que não apareceu, e a linha 114 também não passou. Ela embarcou na linha 119, que já estava lotada, e relatou que muitas pessoas ficaram no terminal. O Campo Grande News procurou o interventor do transporte coletivo, André Souza Moreira, mas não obteve resposta até a publicação.
Todos os dias, por volta das 6h, a secretária Cíntia Gonçalves costuma embarcar no ônibus expresso que sai do Terminal Guaicurus com destino ao Centro de Campo Grande para chegar ao trabalho. Nesta sexta-feira (6), esperou cerca de uma hora pelo coletivo e, como ele não apareceu, precisou buscar outra alternativa para evitar um atraso ainda maior. A solução, porém, foi enfrentar a superlotação.
- Leia Também
- Andar de ônibus em Campo Grande virou "pesadelo" de até 4 horas por dia
- Intervenção no Guaicurus muda a gestão, mas passageiro continua esperando
Cíntia pensou em embarcar na linha 114 (Centro/Paulo Coelho Machado), mas o ônibus também não apareceu. Ela conseguiu entrar na linha 119 (Chácara das Mansões/Terminal Guaicurus). “Já veio lotado do bairro”, lamentou.
A secretária contou que não conseguiu perguntar ao fiscal do terminal o que havia acontecido. Com receio de se atrasar ainda mais, preferiu garantir um lugar no coletivo. “Me espremi lá no meio e subi”, relatou. “E teve muita gente que ainda ficou no terminal e não conseguiu entrar".
O problema ocorre em meio às dificuldades enfrentadas pela população de Campo Grande com os serviços públicos. Na Câmara Municipal, vereadores também articulam a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Tapa-buraco, destinada a investigar a redução dos recursos para manutenção das ruas e possíveis irregularidades nos contratos. A investigação trata da infraestrutura viária e não tem relação direta estabelecida com o atraso dos ônibus.
O Campo Grande News entrou em contato com o interventor do transporte coletivo, André Souza Moreira para esclarecer o motivo de os ônibus não terem passado nos horários habituais e verificar se houve alteração nos horários das linhas ou exclusão de alguma viagem. Até a publicação desta reportagem, não havia resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.