Capital

Deputado preso por morte de Marielle deixa presídio federal e vai para hospital

Com forte escolta da Polícia Penal Federal, Brazão deve passar por cateterismo

Por Aline dos Santos e Dayene Paz | 11/02/2025 08:46
Deputado preso por morte de Marielle deixa presídio federal e vai para hospital
Policial penal federal em corredor de hospital de Campo Grande. (Foto: Dayene Paz)

Com forte escolta da PPF (Polícia Penal Federal), o deputado federal João Francisco Inácio Brazão (sem partido), o Chiquinho Brazão, deixou a Penitenciária Federal de Campo Grande nesta terça-feira (11) para fazer procedimento de cateterismo

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O parlamentar está na Capital desde o dia 27 de março de 2024, acusado de ser o mandante da morte da vereadora Marielle Franco, em crime ocorrido em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro.

O preso foi levado para hospital especializado em coração, localizado no Centro de Campo Grande. São três viaturas da Polícia Penal Federal e uma ambulância no estacionamento. No entorno do hospital, também tem policiais à paisana. Na porta, policiais uniformizados e com armas de cano longo. 

Policial penal federal da escolta levada para hospital. (Foto: Marcos Maluf)

Ao tentar prisão domiciliar, os advogados de Brazão apontaram que o deputado tem hipertensão arterial, diabetes, é cardiopata, possui angioplastia prévia com stent, doenças crônicas e metabólicas que apresentam quadro clínico complexo. 

Eles também alegam episódios de hiperglicemia, variações pressóricas, risco cardiovascular elevado, fatores indicativos de severa e contínua perda da capacidade renal.

Chiquinho Brazão chegou preso a Campo Grande em 27 de março do ano passado. (Foto: Henrique Kawaminami)

Contudo, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, autorizou que o procedimento fosse feito em clínica de Campo Grande. A decisão foi em 2 de janeiro. Contudo, no dia 13 de janeiro, a defesa de Brazão informou que o acusado não se sentia seguro para realizar procedimento médico e estava “irredutível em sua decisão final de não se submeter ao cateterismo”. 

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