Capital

Chiquinho Brazão vai deixar presídio para cateterismo, mas com escolta

O deputado é acusado de ser o mandante da morte da vereadora Marielle Franco

Por Aline dos Santos | 03/01/2025 07:56
Chiquinho Brazão vai deixar presídio para cateterismo, mas com escolta
Chiquinho Brazão chegou preso a Campo Grande em 27 de março do ano passado. (Foto: Henrique Kawaminami)

Preso em Campo Grande, o deputado federal João Francisco Inácio Brazão (sem partido), o Chiquinho Brazão, vai poder deixar a penitenciária para fazer cateterismo, mas com escolta.

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O parlamentar está na Capital desde o dia 27 de março de 2024, acusado de ser o mandante da morte da vereadora Marielle Franco, em crime ocorrido em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. 

A decisão autorizando o exame é do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. 

“Diante do exposto, autorizo a imediata realização do exame de cineangiocoronariografia, que poderá ser realizado pelo médico cardiologista a ser indicado por João Francisco Inácio Brazão, na cidade em que o réu está custodiado, mediante escolta a ser realizada pela Polícia Federal”. 

Conforme o advogado Murilo Machado de Oliveira, que faz parte da defesa de Brazão, ele vai fazer o cateterismo. A defesa deve comunicar com cinco dias de antecedência o local e horário do procedimento.  O deputado buscava “prisão domiciliar humanitária”, mas não foi deferida. 

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou pelo “indeferimento do pedido de substituição da prisão preventiva por domiciliar, por não se configurar nenhuma situação de debilidade física que assim o recomende”. 

Conforme a defesa, o preso precisava ser submetido a cateterismo, procedimento invasivo para inserção de cateter na veia ou artéria para exame dos vasos sanguíneos. 

Os advogados de Brazão apontam que o parlamentar é portador de hipertensão arterial, diabetes, cardiopata, possui angioplastia prévia com stent, doenças crônicas e metabólicas que apresentam quadro clínico complexo. Eles também alegam episódios de hiperglicemia, variações pressóricas, risco cardiovascular elevado, fatores indicativos de severa e contínua perda da capacidade renal.

Matéria editada às 11h23 para acréscimo da informação sobre o cateterismo. 

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