Capital

Após denúncia de paciente, Clínica Carandá garante que resolveu irregularidades

Relato foi de falta de médicos, enfermeiros e medicamentos na unidade

Por Aline dos Santos | 04/02/2025 10:08
Após denúncia de paciente, Clínica Carandá garante que resolveu irregularidades
Complexo onde funciona a Clínica Carandá, em Campo Grande. (Foto: Divulgação)

Após paciente denunciar por carta a situação precária, a Clínica Carandá enviou nota ao Campo Grande News e informa que todas as irregularidades mencionadas já foram resolvidas junto à Vigilância Sanitária. 

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“Quanto às irregularidades mencionadas, já foram resolvidas junto à Vigilância Sanitária. A segurança dos nossos pacientes é nossa prioridade, e estamos sempre prontos para atender às exigências necessárias com agilidade”, afirma a nota. 

Ainda segundo o comunicado, a clínica só reconhece problemas no passado. “Reconhecemos que enfrentamos desafios no passado, mas estamos aqui para afirmar com orgulho que já superamos muitas dessas dificuldades. Nossa busca por melhorias é incessante e está profundamente enraizada em nossa missão de proporcionar um atendimento humanizado e eficaz. Contamos com uma equipe multidisciplinar incrível —psicólogos, médicos clínicos, nutricionistas, assistentes sociais, enfermeiros e psiquiatras — todos unidos em prol do bem-estar dos nossos pacientes”. 

Conforme matéria do Campo Grande News, os pacientes afirmam que faltam médicos, enfermeiros e medicamentos, além de que há insegurança no tratamento.

 A carta é de julho do ano passado e, depois disso, a Vigilância Sanitária Estadual inspecionou o local mais uma vez - há verificações sucessivas desde 2022 - e constatou irregularidades recorrentes. 

No último dia 29 de janeiro, a 43ª Promotoria de Justiça encaminhou notificação à Clínica Carandá, localizada em Campo Grande, sobre a instauração de inquérito civil, dando dez dias úteis para que o estabelecimento encaminhe “subsídios e documentos que entender pertinentes” sobre a situação. 

Antes disso, em novembro do ano passado, já havia sido solicitada manifestação do responsável pelo local - psiquiatra Paulo Márcio Bacha - mas não houve resposta ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

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