Confira quem foi preso em MS na Operação Ifrit da PF e da Receita Federal
Investigação mira empresários, policiais e integrantes de uma família da fronteira com o Paraguai

A Operação Ifrit, deflagrada nesta quarta-feira (4) pela PF (Polícia Federal) e pela Receita Federal, prendeu pelo menos 12 pessoas em Mato Grosso do Sul, por envolvimento com um esquema milionário de narcotráfico, comandado por uma família conhecida em Ponta Porã, com a conivência de agentes de segurança pública.
RESUMO
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A Operação Ifrit, da Polícia Federal e da Receita Federal, prendeu 11 pessoas em Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (4). Um 12º homem foi preso em flagrante por tráfico em Campo Grande. A Justiça Federal determinou 26 prisões em sete estados contra um esquema de narcotráfico atribuído a uma família de Ponta Porã, com a conivência de agentes públicos. Entre os presos estão o empresário Adel Hassan Haidar, apontado como chefe, e três policiais civis, incluindo o delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa.
Ao todo, a Justiça Federal determinou 26 prisões em 7 estados. Durante o cumprimento de um mandado de busca em Campo Grande, um 12º homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas.
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Os suspeitos alvos da ofensiva policial são investigados por tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos.
Clã - O empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, é um dos principais alvos da investigação. Ele pertence a uma família conhecida na região de fronteira e, oficialmente, atua no setor de hospedagem. Nas sombras, chefiava um esquema familiar, conforme indica a ofensiva policial.
O irmão de Adel, Bassan Hassan Haidar, também foi preso. Outro irmão, Nassar Haidar, estava foragido até a atualização deste texto.
A segunda geração dos irmãos também foi presa: Adule Haidar é filho de Adel, Maroan, Maroan Fernandes Haidar Ahmed é filho de Bassan e Fahd Haidar é filho de Nasser.
Mamede Alhaj Haidar e Fahd Haidar, segundo a investigação jornalística, também foram alvos da operação, com prisão decretada. Não foi possível levantar o grau de parentesco desses dois com os outros implicados.
Mamede e Fahd estavam entre quatro brasileiros encontrados em uma residência de Pedro Juan Caballero de onde partiram disparos que atingiram o Hospital Regional da cidade em 2024. A Justiça paraguaia determinou a prisão preventiva dos envolvidos naquele episódio.
Maroan Fernandes Haidar Ahmed recebeu condenação em janeiro de 2025 a 21 anos e 6 meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Rondonópolis (MT). O tribunal o responsabilizou pelo homicídio de Fábio Batista da Silva, ocorrido em dezembro de 2018, durante uma discussão em um posto de combustíveis. Na época do julgamento, estava custodiado na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO).
Maroan também ficou ferido em um tiroteio ocorrido em julho de 2021, em um bar de Ponta Porã. O episódio terminou com um homem morto e outras pessoas feridas.
Outro alvo de prisão nesta quarta-feira é Renan Braian Garcia Presotto, que tem registros de processos criminais em Santa Catarina e já figurou na lista internacional de procurados da Interpol.
Bruno Banega e Brendo Benega Pereira completam a lista. Bruno, segundo apurado pela reportagem, é dono de uma loja de celular em Dourados.
Delegado preso de novo - Entre os agentes de segurança pública implicados, o nome de maior destaque é o do delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa, ex-chefe da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), sediada em Campo Grande e principal unidade de combate ao tráfico da Polícia Civil sul-mato-grossense. Ele já estava preso desde setembro, quando foi alvo da Operação Infiltrados, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Na ocasião, foi encarcerado sob acusação de desviar cocaína apreendida e revendê-la a traficantes.
Outro investigado da Infiltrados que também foi preso hoje é o policial civil Douglas Tobias. Na residência do investigador, no Condomínio Alphaville, em Campo Grande, agentes federais apreenderam um Ford Mustang Shelby GT500, avaliado em aproximadamente R$ 370 mil. Tobias havia conseguido a revogação da prisão preventiva anterior na terça-feira (3).
O terceiro policial civil preso é Andrey Elesbão Silva, que, segundo a apuração do Campo Grande News, não tinha envolvimento anterior com infrações penais. Ele está lotado no Goi (Grupo de Operações e Investigações). A reportagem confirmou que o afastamento de Elesbão deve ser publicado ainda nesta semana.
(Conteúdo alterado às 14h55 para acréscimo de informação)
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