Saúde e Bem-Estar

No País onde 1 morre “do coração” a cada 72 segundos, MS está em 3º lugar

Estado registra 220,4 óbitos por problemas cardíacos a cada 100 mil habitantes, a 3ª maior taxa do Brasil

Por Anahi Zurutuza | 16/10/2026 19:31
No País onde 1 morre “do coração” a cada 72 segundos, MS está em 3º lugar
Equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) tenta reanimar homem que sofreu parada cardíaca em posto de combustíveis de Campo Grande, em dezembro do ano passado (Foto: Juliano Almeida/Arquivo)

Mato Grosso do Sul tem a terceira maior taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares do Brasil, com 220,4 mortes para cada 100 mil habitantes. O Estado fica atrás apenas de Alagoas e Amapá, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (16) pela SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia). Em todo o país, uma pessoa morre a cada 72 segundos em decorrência de problemas que afetam o coração e o sistema circulatório.

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Os números foram extraídos de plataforma desenvolvida pela SBC em parceria com a WHF (Federação Mundial do Coração). A ferramenta reúne informações sobre a mortalidade cardiovascular no Brasil, permitindo comparar os indicadores entre os estados e acompanhar a evolução das doenças ao longo dos anos.

No levantamento apresentado, Alagoas aparece com a maior taxa de mortalidade, de 245,5 óbitos por 100 mil habitantes. O Amapá ocupa a segunda posição, com 225,1, seguido por Mato Grosso do Sul, com 220,4.

Até esta sexta-feira, o Cardiômetro, ferramenta que estima o número de vítimas de doenças cardiovasculares, apontava 318.945 mortes no Brasil desde o início de 2026. Isso representa uma média estimada de 1.194 óbitos por dia, aproximadamente 50 por hora.

O contador utiliza informações históricas de mortalidade e projeções estatísticas. Portanto, os números apresentados para 2026 são estimativas, e não registros individuais de mortes confirmadas em tempo real.

Projeções – Apesar da redução das taxas de mortalidade nas últimas décadas, a SBC aponta que o número absoluto de mortes por doenças cardiovasculares pode aumentar 10,8% até 2030, caso as tendências observadas nos últimos 20 anos sejam mantidas.

A estimativa é que o total anual passe de 417.550 óbitos, registrados em 2024, para 462.573 em 2030.

Entre as principais medidas de prevenção apontadas estão o controle da hipertensão arterial e do diabetes, a redução do tabagismo, o combate à obesidade e ao sedentarismo, além do atendimento rápido em casos de infarto e AVC (acidente vascular cerebral).