Saúde e Bem-Estar

Chikungunya inicia ano com alta de 133% nos casos, após recorde de mortes em MS

Mato Grosso do Sul registrou 17 óbitos ligados ao vírus em 2025, o maior número em uma década

Por Cassia Modena | 17/02/2026 09:29
Chikungunya inicia ano com alta de 133% nos casos, após recorde de mortes em MS
Larvas do mosquito Aedes aegypti, que se desenvolvem e podem voar em questão de dias (Foto: 

A chikungunya apresenta crescimento no número de casos prováveis registrados neste início de ano em Mato Grosso do Sul. Foram 1.122 até 7 de fevereiro, sendo 438 os positivos para a doença causada por vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e nenhuma morte. Os dados são os mais atualizados disponíveis no Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde.

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Em comparação ao mesmo período de 2025, as suspeitas de 2026 têm uma alta de 133%. Foram 481 os casos prováveis contabilizados até 8 de fevereiro do ano passado, com 232 confirmações e uma morte relacionada à doença. 

Fátima do Sul, Corumbá e Jardim concentram a maior incidência de casos prováveis este ano. Em todo o Estado, o índice atual de incidência é de 38,7 casos a cada 100 mil habitantes .

Recorde - A soma de óbitos confirmados no ano passado foi de 17, superando o total de sete óbitos registrados desde 2015, segundo série histórica resgatada nos boletins da SES (Secretaria Estadual de Saúde). A pasta já confirmou que as estatísticas da doença estão em ascensão desde 2023 no Estado. 

Neste início de ano, a Secretaria anunciou que o fortalecimento de ações em cidades do interior de Mato Grosso do Sul é uma das principais estratégias para controlar o número de casos e evitar novas mortes. Elas incluem visitas a residências para vistoriar recipientes que possam ser criadouros dos mosquitos; mutirões de limpeza; uso de bomba pulverizadora e de BRI (Borrifação Residual Intradomiciliar) contra os mosquitos; além da instalação de armadilhas chamadas de EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida). 

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