Zeca defende expulsar até 12 vereadores para reorganizar o PT em MS
Petista cita falta de apoio na campanha de 2026 e planeja ir ao interior para organizar as bases eleitorais

Enquanto a direção nacional do PT discute a renovação do partido após as eleições, o deputado estadual José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, quer reorganizar a legenda em Mato Grosso do Sul e defende a expulsão de até 12 vereadores do interior que, segundo ele, não apoiaram o projeto petista na campanha de 2026.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O deputado estadual Zeca do PT defende a reorganização do partido em Mato Grosso do Sul e a expulsão de 10 a 12 dos 37 vereadores petistas do Estado, que, segundo ele, não apoiaram a campanha de 2026. O ex-governador visitará cinco municípios até sábado e quer candidaturas próprias a prefeito em 2028, em 20 a 30 cidades, como Campo Grande e Dourados. Ele já enviou denúncias à direção estadual e pretende ir a Brasília para discutir a estratégia.
Em entrevista ao Campo Grande News durante a sessão da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) desta quinta-feira (5), o ex-governador disse que vai percorrer cinco municípios até sábado (7) para manter a militância mobilizada e começar a discutir candidaturas próprias a prefeito em 2028.
- Leia Também
- PL cresce com 9 cadeiras e PT terá 2ª maior bancada da Alems a partir de 2027
- Camila Jara tem segunda maior votação da história de MS para a Câmara
“Primeiro nós temos que aproveitar este momento, não deixar apagar o fogo, para começar a reorganizar o nosso partido”, disse. Ele defende a filiação de pessoas que se identifiquem com o projeto político da legenda.
Dos 37 vereadores que, segundo Zeca, o PT tem no Estado, entre 10 e 12 poderiam ser alvo de pedidos de expulsão. Ele citou Miranda e Aquidauana como exemplos de municípios onde, na avaliação dele, vereadores petistas não estiveram ao lado do partido na campanha.
O ex-governador evitou citar nomes e afirmou que já encaminhou denúncias à direção estadual do PT para pedir a abertura de procedimentos internos.
Disputa em 2028 - Zeca defende que o PT lance candidatos próprios a prefeito onde tiver condições de disputar. Na avaliação dele, a legenda tem nomes competitivos em 20 a 30 cidades. Entre os municípios citados estão Campo Grande, Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã, Sidrolândia, Bonito, Porto Murtinho e Jardim.
Para justificar a aposta em candidaturas próprias, Zeca citou a experiência do deputado federal Vander Loubet (PT) nas eleições de 2026. Segundo ele, prefeitos e vereadores que receberam emendas do parlamentar não o apoiaram na campanha. “Quem o apoiou foi o PT. Portanto, é o PT que nós temos que trabalhar”, afirmou.
O ex-governador também disse que pretende ir a Brasília em novembro ou dezembro para discutir a estratégia. O objetivo, segundo ele, é eleger prefeitos e vereadores alinhados ao partido em 2028 e preparar a legenda para a disputa de 2030.
Ao falar do cenário político no Estado, Zeca afirmou que o PT precisa levar em conta a força eleitoral demonstrada por Fábio Trad e Gilda Maria Gomes dos Santos, a Dona Gilda, na disputa pelo governo estadual. Ele também destacou a senadora Soraya Thronicke (PSB) entre os nomes que saíram fortalecidos das urnas.
Debate nacional - Em entrevista ao Poder360, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, criticou o peso dos projetos pessoais na legenda. Ele afirmou que, em determinadas situações, o partido virou “um ajuntamento de mandatos”, com mais poder do que as próprias instâncias partidárias.
Segundo o Valor Econômico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encarregou Edinho de conduzir a renovação da legenda após as eleições. Entre as prioridades estão retomar o diálogo com a base e abrir espaço para os jovens que se mobilizaram durante a campanha.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.