Política

Resposta à perseguição ou "boi de piranha"?: bolsonaristas divergem sobre Trump

Rodolfo Nogueira diz que EUA defende ex-presidente e Luiz Ovando avalia que Bolsonaro está sendo usado

Por Silvia Frias | 10/07/2025 07:19
Resposta à perseguição ou "boi de piranha"?: bolsonaristas divergem sobre Trump
Deputados federais Luiz Ovando e Rodolfo Nogueira usaram as redes sociais para falar da taxação (Foto/Reprodução)

Dois aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro tiveram posicionamentos distintos sobre a taxação anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump em uma carta que o cita diretamente e fala em perseguição política. O aumento da sobretaxa para 50% sobre produtos importados do Brasil pode entrar em vigor a partir de 1º de agosto.

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O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) disse que a taxação é “colheita de toda essa perseguição”, em declaração feita nas redes sociais. Segundo ele, isso vai custar caro ao Brasil, que “já está quebrado” e que essa sanção “vai trazer o Brasil à lona”. O parlamentar afirma que “as perseguições tem que parar”, pois o “Brasil está em jogo”.

Já o deputado federal Luiz Ovando (PP) acredita que o anúncio de Trump “não passa de bravata”, mas que representa comprometimento significativo da economia do Brasil. “O ex-presidente Bolsonaro está sendo usado como ‘boi de piranha’”, avaliou. Segundo ele, Trump quer taxar o país como resposta à censura e opressão das mídias sociais.

“Não passa de bravata, mas causará problemas, como redução da exportação, enfraquecimento da economia e desdobramentos sociais sérios”, listou Ovando, colocando, ainda, na conta, o “grande prejuízo da reputação e credibilidade de Bolsonaro”. No fim da publicação, pede que os apoiadores se posicionem, mas não para ajudar o “governo esquerdista”, mas para “facilitar os interesses reais do povo brasileiro”.

A reportagem entrou em contato com deputado federal Marcos Pollon (PL), mas não obteve retorno para saber qual o posicionamento dele sobre a taxação americana. 

Ontem, a senadora Tereza Cristina (PP) pediu cautela e diálogo nas tratativas entre os países.  “As nossas instituições precisam ter calma e equilíbrio nesta hora. A nossa diplomacia deve cuidar dos altos interesses do Estado brasileiro. Brasil e Estados Unidos têm longa parceria e seus povos não devem ser penalizados”, afirmou. 

Hoje, publicou nota oficial da FPA (Frente Parlamentar de Agricultura), em que a instituição manifesta preocupação com a decisão, que representa “alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os dois países”.

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