Política

Relatório da PGE e do Procon aponta 121 empresas envolvidas em descontos ilegais

A documentação elaborada pela PGE foi apresentada pelo deputado federal Beto Pereira (PSDB)

Por Ketlen Gomes | 25/07/2025 15:38
Relatório da PGE e do Procon aponta 121 empresas envolvidas em descontos ilegais
Membro da CPMI do INSS recebeu relatório da PGE e do Procon-MS. (Foto: Divulgação)

Levantamento feito pela PGE/MS (Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul) em conjunto com o Procon/MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) aponta que empresas supostamente envolvidas nas fraudes de descontos ilegais do INSS chega a 121, quantidade dez vezes maior que a das 11 entidades investigadas pela Operação Sem Desconto, ação que apura descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A documentação elaborada pela PGE foi apresentada pelo deputado federal Beto Pereira (PSDB), e destaca que essas empresas têm CNPJs registrados em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará. Nenhuma delas possui sede em Mato Grosso do Sul.

Integrante da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, Beto Pereira adiantou que pretende convidar a procuradora-chefe da Coordenadoria Jurídica do Procon/MS, Carla Cardoso Nunes da Cunha, para prestar depoimento à comissão.

O relatório também revela que apenas 29 empresas tinham autorização formal para realizar descontos em folha. Apesar da Instrução Normativa 162 do INSS estabelecer critérios rígidos para esse tipo de operação, o levantamento aponta que 121 entidades burlaram as regras e promoveram descontos indevidos ao longo de 2024.

O parlamentar acredita ainda que os valores desviados podem superar os R$ 6,3 bilhões já apontados pela Operação Sem Desconto. Ele também questiona a celeridade do governo federal no início do processo de ressarcimento, que começou nesta semana, e critica a falta de alternativa jurídica para os segurados afetados.

Em coletiva de imprensa, o INSS informou que os cerca de R$ 1,8 milhão de aposentados atingidos terão a opção de aceitar ou não o valor proposto para devolução, por meio do aplicativo Meu INSS ou das agências dos Correios. Quem já moveu ações judiciais poderá decidir se adere ao acordo ou se mantém o processo.

A CPMI está prevista para ser instalada em agosto, com o fim do recesso parlamentar. Segundo Beto Pereira, três encaminhamentos serão prioritários: o aprimoramento da legislação, a responsabilização dos envolvidos e a investigação das empresas acusadas, com foco no ressarcimento dos valores.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

Veja Mais