Política

Projeto cria sanções para comércio que vender tilápia sem documentação em MS

Proposta prevê apreensão, multas e suspensão de registro para estabelecimentos que descumprirem as regras

Por Ketlen Gomes | 19/11/2025 14:22
Projeto cria sanções para comércio que vender tilápia sem documentação em MS
Projeto de deputado visa tornar ilegal venda de tilápia importada sem comprovação de origem. (Foto: Reprodução/Edemir Rodrigues)

O Projeto de Lei 304/2025, que proíbe a importação e a comercialização de tilápia sem comprovação de origem em Mato Grosso do Sul, seguirá para análise da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

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A proposta, que tramita na Casa Legislativa, veda a entrada, venda, distribuição e oferta ao consumidor de tilápia in natura, resfriada, congelada, filetada ou beneficiada que não tenha documentação fiscal, sanitária e de rastreabilidade emitida por produtor ou fornecedor brasileiro.

Segundo o autor do projeto, deputado Roberto Hashioka (União), é considerada de origem duvidosa qualquer tilápia que não tenha comprovação documental de procedência. Comerciantes deverão manter, junto ao produto, registros que identifiquem o produtor ou processador nacional, certificações sanitárias, lote, data de processamento e informações de rastreabilidade.

A justificativa aponta risco à economia local, à saúde pública e ao consumidor caso peixes sem origem comprovada circulem no mercado. O texto ressalta que a oferta de tilápia a preços abaixo dos praticados no Estado pode indicar concorrência desleal e falta de inspeção adequada.

O projeto também prevê sanções em caso de descumprimento, como apreensão do lote, suspensão temporária de até dois meses ou definitiva do registro sanitário e da autorização de funcionamento, além de multa de até 300 UFERMS (Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul).

Os valores arrecadados serão destinados ao Fundefesa/MS (Fundo de Defesa Sanitária Animal e Vegetal). A fiscalização caberá à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e à Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

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