Política

Professores querem que vereadores “pressionem” prefeita por aumento

Executivo diz que não tem condições de arcar com reajuste salarial

Jéssica Benitez e Izabela Cavalcanti | 06/12/2022 09:28
Professores querem que vereadores “pressionem” prefeita por aumento

Dezenas de professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) estão na Câmara Municipal de Campo Grande reivindicando que os vereadores auxiliem a categoria na discussão com a prefeitura acerca do reajuste salarial previsto em lei, porém não concedido por parte do Executivo. 

Os educadores encheram a Casa de Leis e alguns ficaram para fora devido à capacidade máxima de lotação do plenário. A Guarda Municipal reforçou a segurança no local. A professora Bya Narçay, que conseguiu entrar para acompanhar o movimento, disse que eles estão lá para exigir que a prefeitura cumpra o que foi combinado com a classe.

"A categoria está unida e nosso movimento é legítimo. A sociedade precisa entender que não é um movimento contra a educação e sim a favor. É claro que a gente preferiria estar em sala de aula, a gente sabe fazer a tarefa de casa, mas nossos líderes não", lamentou.

Vereador Riverton de Souza (PSD), que é professor, considera a greve justa. "É uma pena que eles tenham que fazer esse movimento para receber o que é de direito. Esperamos que a prefeitura cumpra o piso", disse ao Campo Grande News

O legislador se refere ao reajuste de 10,39% que deveria ser pago pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), aos mais de 8 mil professores do município, conforme acordo feito no início do ano que resultou em tabela de escalonamento assegurado por lei.

A chefe do Executivo alega que não tem condições financeiras de arcar com o que foi acordado, pois feriria a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Ela ofereceu à categoria aumento de 4,38% e auxílio alimentação de R$ 400, porém a proposta foi rejeitada e greve deflagrada. O piso é R$ 3,3 mil por 20h, e com o reajuste integral o salário teria que ir para 3,8 mil. 

Outro professor eleito vereador, Juari Lopes (PSDB), também considera o movimento grevista legítimo. "É uma lei que não foi atendida. Quem tinha que entrar na Justiça eram os professores e não o contrário", comentou. 

A prefeitura ingressou com ação alegando ilegalidade na greve regida pela ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) e pedindo que fosse barrada. A Justiça, porém, ainda não decidiu se concede ou não liminar. O vereador Beto Avelar (PSD) tenta contato com a prefeita para viabilizar reunião com a classe ainda nesta terça-feira.

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