Política

Prefeitura prevê lançamento de nova licitação do parquímetro em três semanas

Agência de Regulação finaliza estudos para iniciar o certame; falta de equipe técnica atrasou o processo

Por Maristela Brunetto e Mylena Fraiha | 23/07/2026 10:45
Prefeitura prevê lançamento de nova licitação do parquímetro em três semanas
Estacionamento rotativo está sem funcionar desde 2022; comércio do centro após na volta para atrair público (Foto: Arquivo)

Em uma nova previsão, a Prefeitura de Campo Grande estima concluir, em até três semanas, o processo para lançar a licitação do estacionamento rotativo na região central da cidade. A retomada do serviço é uma cobrança antiga e se arrasta desde março de 2022, quando terminou o contrato com a Metropark Administradora Ltda.

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Segundo o município, a demora ocorreu devido à necessidade de elaboração de estudos técnicos e à falta de uma equipe especializada para conduzir o processo.

Os levantamentos para a definição do modelo estão sendo conduzidos pela Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados). O diretor-presidente, Paulo da Silva, apontou que ainda não há definição sobre o modelo exato, mas não será mais feito com papel ou chaveiro, explicou.

Há cidades que usam aplicativo, como ocorreu no fim do serviço que existia na Capital. Ainda é possível gerar código para pagamento via Pix, uma das hipóteses em análise para embasar o termo de referência do certame.

A proposta prevê um prazo de 12 anos para a concessão, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Segundo Paulo da Silva, o tempo de contrato precisa ser compatível com os investimentos exigidos e suficientemente atrativo para as empresas interessadas. “Está bem organizado. Não acredito que vai dar deserto”, avaliou.

O diretor explicou que a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) conduzia inicialmente o projeto, mas depois a prefeitura o transferiu para a Agereg, responsável pela estruturação e pelo anúncio da concessão. Antes da publicação do edital, a minuta ainda passará pela análise da Selc (Secretaria-Executiva de Licitações).

A discussão sobre a volta do estacionamento rotativo em Campo Grande começou após o encerramento do contrato da antiga concessionária, em março de 2022. Desde então, a prefeitura afirma ter realizado estudos para implantar um novo modelo de cobrança no centro. Os projetos, no entanto, não avançaram, inclusive por falta de interesse do mercado.

A Metropark Administradora Ltda., antiga responsável pela operação da Flexpark, administrava 2.458 vagas na região central. A nova licitação deve ampliar a área abrangida pelo estacionamento pago.

Comerciantes têm cobrado providências do município. Eles afirmam que a falta de rotatividade permite que veículos permaneçam por longos períodos nas mesmas vagas, reduz a disponibilidade de estacionamento para clientes e prejudica o comércio da região.

Em novembro de 2025, a prefeitura publicou no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) um decreto com a proposta inicial do novo sistema. O documento previa três mil vagas na primeira etapa, expansão gradual para 6,2 mil espaços ao longo de seis anos e tarifa de R$ 5.

Quando o contrato terminou, em 2002, a empresa acumulou créditos de consumidores no valor de R$ 3,5 milhões. O Ministério Público foi à Justiça para cobrar que o valor ficasse disponível aos usuários ou para uso no certame futuro. Além disso, há ainda uma ação contra a então responsável pelo parquímetro, que cobra cerca de R$ 22 milhões em valores contratuais.

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