Política

Prefeitura de Terenos segue sem comando após prisão de prefeito

Assessoria aguarda decisão jurídica enquanto vice ainda não assumiu o Executivo.

Por Ketlen Gomes | 10/09/2025 17:00
Prefeitura de Terenos segue sem comando após prisão de prefeito
Policiais entrando na sede da Prefeitura de Terenos durante Operação Spotless na terça-feira (9). (Foto: Henrique Kawaminami)

Após a prisão do prefeito Henrique Wancura Budke (PSDB), o município de Terenos, a 31 quilômetros de Campo Grande, permanece sem definição sobre o comando do Executivo. Apesar de detido, Budke ainda ocupa oficialmente o cargo e não há data para que o vice-prefeito Arlindo Landolfi (Republicanos) assuma a função.

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A situação foi confirmada pela assessoria de comunicação da Prefeitura de Terenos, que afirmou “aguardar as informações oficiais para repassar de forma transparente e responsável” à população e à imprensa. “Estamos no aguardo da definição jurídica e acreditamos que até amanhã (11) teremos uma posição mais concreta para repassar”, informou a prefeitura.

A reportagem também procurou o presidente da Câmara Municipal, vereador Leandro Caramalac (PSD), mas não obteve retorno.

Prisão do prefeito - Henrique Budke foi preso nesta terça-feira (9) durante a Operação Spotless, que investiga fraude em licitações da Prefeitura de Terenos. A ação foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).

Foram expedidos 16 mandados de prisão e 59 de busca e apreensão. Até o fim da tarde de ontem, 12 pessoas haviam sido presas, sendo cinco em Campo Grande e nove em Terenos. O prefeito é apontado como líder da organização criminosa responsável por manipular contratos que somam mais de R$ 15 milhões.

Servidores públicos e empresários ligados ao esquema também foram alvos da operação. A Spotless é um desdobramento da Operação Velatus, deflagrada em agosto de 2024, quando o então secretário de Obras, Isaac Cardoso Bisneto, foi preso preventivamente 12 dias após deixar o cargo. Ele é acusado de atuar em conluio com empresários para fraudar licitações.

As provas obtidas na Velatus foram fundamentais para revelar o modo de operação do grupo e identificar a liderança do esquema.

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