Política

Plano de Jeferson Bezerra ao governo chega ao TSE com metas ainda “a definir”

Candidato não declara bens e quer crédito subsidiado, concursos regionalizados e descentralização de serviços

Por Kamila Alcântara | 13/08/2026 07:49
Plano de Jeferson Bezerra ao governo chega ao TSE com metas ainda “a definir”
Jeferson Bezerra (Agir) já foi candidato ao Senado e agora tenta o governo do Estado (Foto: Divulgação)

Mais um candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul teve os dados disponibilizados no DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral. Jeferson José Bezerra, do Agir, declarou não possuir bens e apresentou um plano de governo de três páginas, no qual algumas das principais metas ainda aparecem como “a definir com a campanha”.

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Natural de Dourados, Jeferson tem 53 anos, ensino médio completo e informou à Justiça Eleitoral a ocupação de jornalista e redator. O Agir disputa o governo sem coligação e terá como candidato a vice o professor Valdenir Aparecido Duarte, também do partido.

O limite de gastos informado para a campanha de Jeferson é de R$ 6,2 milhões no primeiro turno. Caso chegue ao segundo turno, o teto adicional é de R$ 3,1 milhões.

Enquanto o candidato a governador não declarou patrimônio, o vice informou R$ 100 mil em bens. São R$ 20 mil mantidos em dinheiro e um terreno avaliado em R$ 80 mil, localizado no Residencial Esplanada, em Dourados.

Metas em aberto - Batizado de “Mato Grosso do Sul: Emprego e Desenvolvimento Descentralizado”, o plano de governo estabelece como prioridades a geração de emprego e renda e a distribuição do desenvolvimento entre as diferentes regiões do Estado.

Entre as propostas está a criação do “Crédito MS Empreendedor”, linha estadual com juros subsidiados e prazo maior para micro e pequenas empresas do interior. Jeferson também propõe um alvará digital único, simplificação de obrigações estaduais para pequenos negócios, cursos técnicos regionalizados e incentivos fiscais para levar novas indústrias e centros de distribuição para fora dos polos econômicos já consolidados.

O documento, porém, não estabelece quantos empregos pretende gerar nem quantas micro e pequenas empresas seriam beneficiadas pelo programa de crédito. No espaço destinado à meta consta: “[a definir com a campanha]”.

A situação se repete no eixo de desenvolvimento regional. O plano promete interiorizar escritórios e serviços estaduais, realizar concursos públicos com vagas regionalizadas e reservar recursos do PPA (Plano Plurianual) por região. Entretanto, também deixa para definição posterior o número de municípios que seriam atendidos e o volume de investimentos destinado a cada região.

Primeiros 100 dias - Apesar das lacunas nas metas quantitativas, o plano estabelece três medidas para os primeiros 100 dias de eventual governo: lançar o alvará digital único, instalar um conselho estadual para articular governo, prefeituras e setor produtivo e abrir o primeiro escritório estadual descentralizado em uma região considerada prioritária.

Na saúde, a proposta prevê regionalização da rede hospitalar e uso da telemedicina para reduzir viagens de pacientes do interior até Campo Grande. Para a educação, o candidato cita valorização dos profissionais e expansão do ensino técnico conforme as características econômicas de cada região.

Jeferson já disputou outras eleições em Mato Grosso do Sul. Foi candidato a vereador de Dourados, concorreu à prefeitura do município em 2020 e tentou uma vaga no Senado em 2022.

A candidatura ao governo foi oficializada pelo Agir em convenção realizada em julho, quando Valdenir Duarte foi escolhido para vice. Na ocasião, Jeferson também apresentou como prioridades zerar a espera por exames de saúde e buscar a duplicação integral da BR-163.

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