No pódio do voto, eleitores chegam antes das 5h, por medo da chuva
Na Escola Padre Tomaz Ghirardelli, maior local de votação em Campo Grande, primeiro da fila chegou às 4h50

O medo de enfrentar a chuva fez eleitores saírem de casa ainda de madrugada neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições para Presidente da República. No maior local de votação de Campo Grande, a escola Padre Tomaz Ghirardelli, no Bairro Dom Antônio Barbosa, o campeão chegou antes das 5h.
No lugar, votam mais de 8,5 mil pessoas. O clima era tranquilo nesta manhã, com o chão limpo, sem os tradicionais santinhos, reflexo de uma campanha mobilizada pela internet.
RESUMO
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Eleitores chegaram de madrugada ao maior local de votação de Campo Grande, a escola Padre Tomaz Ghirardelli, no Bairro Dom Antônio Barbosa, no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25), por receio da chuva. O mecânico José Vilmar da Silva, de 62 anos, foi o primeiro da fila, às 4h50, seguido pelo jardineiro Paulo Sérgio, de 56, e pelo aposentado Saulo da Silva Fernandes, de 77. O local reúne mais de 8,5 mil eleitores. Paulo pediu mais atenção aos bairros afastados do centro. A votação vai das 7h às 16h.
Primeirinho na fila, o mecânico José Vilmar da Silva, de 62 anos, chegou por volta das 4h50 e garantiu o primeiro lugar na fila. Logo atrás ficaram o jardineiro Paulo Sérgio, de 56 anos, e o aposentado Saulo da Silva Fernandes, de 77 anos. No pódio do voto, a diferença entre eles foi de minutos.
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José, que mora perto do posto de saúde do bairro, contou que tem o hábito de chegar cedo aos compromissos. No primeiro turno, conseguiu votar e voltar para casa antes de a chuva começar. Desta vez, resolveu repetir a estratégia.
Eu gosto de andar cedo, sou adiantado. Não gosto de andar atrasado”, explicou. “Naquele dia da primeira eleição, cheguei aqui, votei e, quando cheguei ali, a chuva caiu. Todo mundo se molhando e eu lá de boa”, lembrou.
Em tom de bom humor, a disputa pelo primeiro lugar virou motivo de gracejo entre os eleitores. Paulo, que havia ocupado a primeira posição no primeiro turno, perdeu o posto para José por uma diferença de poucos minutos.
“Na hora que eu virei a esquina ali, seu José já vinha vindo também. Aí eu falei que podia acelerar mais um pouquinho o passo, mas pensei: não, vou devagar”, contou o jardineiro.
Pedido aos eleitos - Para ele, a ansiedade de participar da votação ajuda a explicar a chegada antecipada. Ele diz esperar que os eleitos este ano deem mais atenção aos bairros de Campo Grande, principalmente às regiões afastadas do centro.
Porque no centro da cidade está uma belezura, mas e os nossos bairros, como ficam? Onde a gente tem nossas famílias, nossos netos, nossos filhos. Então eu peço que eles também vejam os nossos bairros”, afirmou.
O jardineiro sugeriu que os representantes políticos acordem cedo para conhecer as necessidades da população. “Que façam que nem nós, que nem seu José. Acordem cedo para ver o que está precisando”, sugeriu.
Ausência - A manhã de votação tem um significado diferente para Paulo neste segundo turno. A esposa, que costumava acompanhá-lo às urnas junto com a filha, não poderá votar porque se recupera de uma cirurgia.
Segundo ele, a família esperou cerca de três anos pelo procedimento. Agora, a mulher precisa de cuidados e está com dificuldades para caminhar.
Hoje ela não vai poder vir votar por causa da operação. Mas eu peço a Deus que ela se recupere e, na próxima, esteja junto com a gente”, afirmou.
O terceiro lugar na fila ficou com Saulo da Silva Fernandes, de 77 anos. O aposentado também chegou cedo para participar da votação, enquanto os primeiros eleitores aguardavam a abertura das urnas.
Apesar da pequena rivalidade pelas primeiras posições, José e Paulo levaram a disputa “numa boa”. Para o jardineiro, o importante é participar da escolha dos representantes.
“Às vezes você é primeiro, segundo, primeiro, segundo, mas está ali junto. Desta vez foi seu José, mas é por uma causa boa”, resumiu Paulo.
É importante lembrar que a votação em Mato Grosso do Sul vai das 7h às 16h.
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