Política

Na moda dos machos alfa, deputados criam o Dia dos Legendários

Data deve ser celebrada no dia 13 de julho, homenageando movimento que ficou famoso por reunir ricaços

Por Fernanda Palheta | 29/05/2025 12:21
Na moda dos machos alfa, deputados criam o Dia dos Legendários
Mesa Diretora da Assembleia na sessão ordinária desta quinta-feira (29) (Foto: Reprodução)

Os deputados estaduais aprovaram, em segunda discussão, a criação do Dia dos Legendários, grupo polêmico que promete transformar homens na sua melhor versão em eventos que misturam pregações religiosas e desafios físicos. A proposta apresentada pelo deputado Rinaldo Modesto (Podemos) recebeu 14 votos favoráveis. De acordo com o texto, a data deve ser celebrada no dia 13 de julho. 

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"Legendário é um movimento de resgate da hombridade. Isso significa fazer o homem entender a sua relação com Deus, com sua esposa, com sua família e com aqueles que estão à sua volta e assumir o papel que Deus tem para ele", disse o parlamentar na justificativa do projeto que segue para a sanção do governador Eduardo Riedel (PSDB). 

O Movimento Legendários é um retiro espiritual exclusivo para homens, criado em 2015 na Guatemala, que tem ganhado destaque nas redes sociais por atrair figuras públicas como Eliezer, Gustavo Tubarão e Thiago Nigro. A proposta é promover uma reconexão com valores espirituais e familiares, sob o lema de “formar um herói em cada família”.

Os encontros ocorrem em formato de acampamento com desafios físicos, emocionais e espirituais, sendo realizados em mais de 70 cidades de 13 países e já teriam impactado 52 mil homens. Embora o movimento se declare sem vínculo religioso, as atividades começam e terminam em templos evangélicos, o que gerou questionamentos sobre sua neutralidade.

As principais polêmicas envolvem o custo elevado de participação (cerca de R$ 1.490), a associação com práticas religiosas, e acusações de hipocrisia, com relatos de homens que procuram o retiro após traições, buscando “salvar” o casamento. 

Foram favoráveis à proposta a deputada Lia Nogueira, além de Antônio Vaz, Arlei Caravina, Carlos David, Júnior Mochi, Lídio Lopes, Londres Machado, Lucas de Lima, Neno Razuk, Paulo Corrêa, Rinaldo Modesto, Renato Câmara, Roberto Hashioka e Zeca do PT.

Os deputados ainda aprovaram o Projeto de Lei 62 de 2021, de autoria do deputado Lidio Lopes (Sem Partido), que visa garantir que os relatórios ambientais sejam confiáveis, produzidos por laboratórios competentes e acreditados, para proteger a saúde coletiva e reforçar a política de controle ambiental. 

A proposta trata das exigências da acreditação dos laboratórios pela Coordenação Geral do Inmetro na Norma ISO 17025 para emissão de relatórios de ensaios, incluindo-se a amostragem referente às medições ambientais. Isso assegura o uso de padrões técnicos internacionais, evitando erros e fraudes. Como o projeto recebeu emendas, será votado em redação final. 

O texto foi protocolado na Casa de Leis em 2021, mas só este ano foi destravado após discussões com os setores envolvidos. "Mato Grosso do Sul é um estado que hoje preserva muito a natureza, é um estado com vasto dados ambientais de preservação, então é importante que as empresas que venham dar laudos aqui eu elas sejam creditadas", defendeu Lídio. 

Em única discussão foi aprovado o Projeto de Lei 101 de 2025, de autoria do deputado Paulo Duarte (PSB), que declara de Utilidade Pública Estadual o Instituto Internacional de Culturas Afro-Brasileira e Indígena (Incai), com sede e foro no município de Ponta Porã. Já em primeira discussão foi Projeto de Lei 119 de 2025, do Poder Executivo, tem por objetivo prorroga a autorização do Detran (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) continuar obras e serviços de engenharia já iniciados.

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