Política

“É pura especulação”, diz Tereza Cristina sobre assumir comando nacional do PP

Senadora negou interesse em substituir Ciro Nogueira após operação envolvendo investigação sobre o Master

Por Viviane Oliveira e Judson Marinho | 08/05/2026 21:11
“É pura especulação”, diz Tereza Cristina sobre assumir comando nacional do PP
Senadora Tereza Cristina durante solenidade de posse do procurador-geral de Justiça do MPMS, Romão Ávila (Foto: Paulo Francis)

A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina negou, na noite desta sexta-feira (8), qualquer interesse em assumir o comando nacional do PP após especulações surgirem nos bastidores políticos em meio à operação da Polícia Federal que teve como alvo o presidente da legenda, o senador Ciro Nogueira.  

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“É pura especulação, não sei de onde saiu isso”, afirmou a parlamentar durante a solenidade de posse do procurador-geral de Justiça do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Romão Ávila Milhan Junior, reconduzido ao cargo para o biênio 2026-2028.

A cerimônia foi realizada no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, e reuniu autoridades, membros do Ministério Público, servidores e representantes de instituições parceiras.

Vice-presidente nacional do PP, a senadora Tereza Cristina evitou comentar uma possível mudança no comando da legenda e desconversou ao ser questionada sobre o assunto. As especulações ganharam força após a operação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e teve como um dos alvos o senador Ciro Nogueira.

Nos bastidores, dirigentes do partido avaliam que a operação já era considerada provável após o vazamento de mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco. Ao mesmo tempo, lideranças admitem preocupação com o avanço das investigações e a possibilidade de novos desdobramentos atingirem outros nomes do meio político.

Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), cita suspeitas de que o senador Ciro Nogueira teria recebido vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. 

A investigação também aponta que uma emenda apresentada por Ciro em 2024 para ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), apelidada nos bastidores de “emenda Master”, teria sido elaborada dentro do banco e enviada ao parlamentar. A proposta não foi aprovada.

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