Política

Desafio é ampliar vantagem de Bolsonaro em MS, diz Riedel

Conforme o governador, meta foi subir a 70%; ele criticou briga entre candidatos e poucas propostas

Por Maristela Brunetto e Fernanda Palheta | 25/10/2026 11:18
Desafio é ampliar vantagem de Bolsonaro em MS, diz Riedel
Governador mostra o comprovante de votação, ao lado da esposa, Mônica: expectativa de ampliar vantagem no 2º turno (Foto: Juliano Almeida)

O governador Eduardo Riedel (PP) avaliou que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ganhou força em Mato Grosso do Sul no segundo turno das eleições presidenciais, mas admitiu que a meta inicial de alcançar 70% dos votos no Estado pode não ser atingida. A expectativa, segundo ele, é que o candidato encerre a disputa com vantagem maior do que no primeiro turno, com aproximadamente 65% dos votos válidos.

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No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 873.351 votos (58,60%) em Mato Grosso do Sul, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, obteve 516.855 (34,68%). A diferença foi de 356.496 votos, equivalente a 23,92%.

A abstenção no primeiro turno foi de 23,87%, correspondente a 483.210 eleitores que não compareceram às urnas. Somados aos votos brancos, nulos e os destinados aos demais candidatos, o contingente ultrapassa 630 mil votos, segundo os números apresentados.

Riedel votou na manhã deste domingo (25), na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande. Ele elogiou o empenho das lideranças políticas que apoiam Flávio Bolsonaro e destacou a mobilização organizada desde o início do segundo turno. “Todas as lideranças políticas do nosso campo permaneceram em campanha. Já no primeiro sábado nós tivemos a missão Flávio 22, tivemos toda a atuação em torno de adesivagem, de mobilizações, de carreatas e não parou de lá pra cá.”

O governador também criticou o tom da disputa presidencial. Na avaliação dele, ataques entre os adversários marcaram a campanha, enquanto a apresentação de propostas ficou em segundo plano, ganhando força só nos últimos dias. “Uma campanha muito acirrada, muito ausente de propostas, muitas acusações, o que eu não gosto eu não acho positiva de ambos os lados.”

Riedel afirmou que acompanhará a apuração dos votos em casa e que pretende seguir, posteriormente, para o QG do PL, localizado no prolongamento da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.


Presidente eleito - Questionado sobre as relações institucionais no caso da reeleição de Lula, Riedel afirmou que não prevê grandes mudanças na relação entre o Governo do Estado e o governo federal. Ele lembrou que as 2 administrações já desenvolveram ações conjuntas e defendeu a manutenção do diálogo, independentemente do resultado das urnas.

“Não misturo posições políticas com relações administrativas. Eu sempre lidei com muito respeito com o presidente Lula, sempre tive o respeito dele a gente jamais teve qualquer desavença direta política ou administrativa, porque eu entendo que é o papel do presidente e é papel do governador governar pra todos e buscar as convergências em torno dos projetos”, analisou.

O governador reforçou que continuará buscando entendimento com o presidente eleito, mesmo que pertençam a grupos políticos diferentes. “Eu vou atender a todos e respeitar todas as posições, e pra isso eu tenho que lidar com o presidente de qualquer matiz ideológica. É um ente da federação lidando com o presidente da República.”

Por outro lado, Riedel considera que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderá facilitar a relação política entre os governos e abrir espaço para mudanças na condução da economia. Segundo ele, a afinidade entre os dois pode favorecer projetos de interesse de Mato Grosso do Sul.

“Isso traz facilidades no diálogo, porque a gente acredita num Brasil, e por isso o apoio, que mude um pouco a sua prioridade econômica da maneira como está sendo conduzida, que o reflexo no social, o reflexo no crescimento pra Mato Grosso do Sul eu acredito que vai ser bem melhor.”

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