Política

Câmara adia prazo para entrega do relatório da CPI do Transporte

Relatora justificou que precisa de mais tempo pela complexidade dos documentos

Por Aline dos Santos e Kamila Alcântara | 05/08/2025 11:38
Câmara adia prazo para entrega do relatório da CPI do Transporte
Passageiros do transporte coletivo em ponto de ônibus de Campo Grande. (Foto: Arquivo)

O prazo para entrega do relatório da CPI do Transporte Coletivo, comissão parlamentar de inquérito realizada na Câmara Municipal de Campo Grande, foi prorrogado para 31 de agosto 

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A previsão era de que a vereadora Ana Portela (PL), relatora da CPI, apresentasse o documento até o próximo dia 15. Contudo, nesta terça-feira (dia 5), data de retorno das atividades na Casa de Leis, ela pediu mais prazo. A CPI foi realizada entre 18 de março e 9 de julho. 

“Se faz necessária essa postergação de prazo pela complexidade dos documentos que precisamos analisar”, disse a vereadora, ao apresentar o pedido aos colegas. 

A solicitação foi aprovada pelos parlamentares. Durante entrevista, o presidente da Câmara, vereador Epaminondas Vicente Neto, o Papy (PSDB), destacou que são 130 mil páginas de documentos.

Papy destacou volume de documentos que é analisado por CPI. (Foto: Kamila Alcântara)

“É um trabalho esgotante. A relatora tem a prerrogativa regimental de pedir o dilatamento do prazo. É só para fazer as últimas revisões. Os cinco membros fizeram um pacto de que a relatora acolheria as sugestões dos outros colegas. Mas, na prática, gera mais trabalho. Porque ela tem que colocar o seu relatório e ainda avaliar aquilo que é a sugestão dos colegas”, afirma Papy. 

Contudo, o presidente da Casa de Leis e a relatora acreditam que o relatório seja finalizado antes do dia 31.

Na última quinta-feira, o TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) determinou novo monitoramento sobre o acordo firmado em 2020 para corrigir falhas no transporte coletivo de Campo Grande. O TAG (Termo de Ajustamento de Gestão) foi firmado pela prefeitura, agências municipais de regulação e de trânsito, além do Consórcio Guaicurus.

A decisão é do conselheiro Waldir Neves, em resposta a um pedido da Câmara Municipal.

Agora, os compromissários deverão prestar novas informações para que o tribunal avalie se os ajustes previstos no TAG estão sendo cumpridos e quais medidas ainda precisam ser executadas.

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