Política

Ato pró-Bolsonaro em Campo Grande critica governo federal e decisões do STF

Políticos do PL reforçam apoio a Flávio Bolsonaro e pedem união da direita

Por Kamila Alcântara | 01/03/2026 09:59
Ato pró-Bolsonaro em Campo Grande critica governo federal e decisões do STF
Manifestantes usam verde e amarelo, bandeira do Brasil e boneco inflável do ex-presidente Jair Bolsonaro foi usado no ato (Foto: Kamila Alcâtara)

Manifestantes vestidos de verde e amarelo se concentraram na manhã deste domingo (1°), na Praça do Rádio Clube, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, em ato convocado por lideranças ligadas ao PL. A mobilização ocorre no mesmo dia em que manifestações semelhantes foram organizadas em outras capitais do país.

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Em razão do calor em Mato Grosso do Sul, o evento na Capital foi antecipado para o período da manhã. A organização estimava reunir cerca de mil pessoas, incluindo participantes que adeririam posteriormente a uma carreata até a região da Via Parque.

Bandeiras do Brasil, faixas com frases como “Reaja Brasil” e cartazes de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro marcaram o ato. Entre as principais críticas, os participantes citaram o governo federal, decisões do Supremo Tribunal Federal e casos recentes de supostos escândalos envolvendo estatais e benefícios previdenciários.

Suplente de deputada e pré-candidata a deputada federal, Luana Ruiz afirmou que a mobilização busca demonstrar força política da direita. “A importância da mobilização é mostrar que a direita está em pé. Nosso papel é garantir que não queremos mais quatro anos desse governo. Estamos cada vez mais próximos de um dos pleitos eleitorais mais importantes do país”, declarou.

Pré-candidata a deputada federal, Luana Ruiz (Foto: Kamila Alcântara)

Segundo ela, o objetivo é ampliar a representação conservadora no Congresso Nacional. “Queremos fazer a maior bancada federal, a maior bancada estadual e ocupar cadeiras no Senado Federal”, disse.

Cassy Monteiro, suplente de vereadora e integrante da organização local, afirmou que o movimento integra a convocação nacional chamada “Acorda Brasil”. “As pautas hoje se resumem em críticas ao governo Lula e a ministros do Supremo. Nós entendemos que há corrupção e falta de respostas à população. O povo está sofrendo com impostos e com má gestão pública”, declarou.

Ela afirmou ainda que a manifestação não seria direcionada a um único nome. “É um espaço para o brasileiro que está insatisfeito se manifestar. Enquanto estamos na democracia, essa é a forma que temos para mostrar nossa posição.”

O vereador André Salineiro citou denúncias recentes envolvendo autoridades e reforçou críticas a decisões judiciais relacionadas aos atos de 8 de janeiro. “Esses movimentos surgem pela sensação de injustiça. As pautas são parecidas com as de antes, mas aparecem novos fatos que, na nossa avaliação, precisam ser esclarecidos”, afirmou.

Vereador por Campo Grande, André Salineiro (PL) (Foto: Kamila Alcântara)

Já a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, defendeu a união do campo conservador. Questionada sobre ter sido citada em anotações divulgadas envolvendo valores milionários, não respondeu diretamente ao ponto e afirmou que “a direita precisa estar unida” e que o Estado teria maioria conservadora.

O deputado federal Rodolfo Nogueira classificou o ato como o início de um projeto eleitoral. “É o lançamento de uma frente de manifestações contra o PT e contra o presidente Lula. O Flávio Bolsonaro é o nosso nome hoje. A direita precisa estar unida para disputar a Presidência e o Senado”, declarou.

Nacional - Em São Paulo, o principal ato está previsto para a Avenida Paulista, com trio elétrico e participação de lideranças nacionais. A convocação ganhou repercussão após divergências públicas sobre o foco das reivindicações, que incluem críticas ao governo federal, defesa de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e questionamentos a ministros do Supremo.

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