Política

"Se precisar", peemedebistas afirmam que vão ajudar André a pagar fiança

Ex-governador precisa pagar R$ 1 milhão em fiança, sob risco de ser preso

Mayara Bueno e Leonardo Rocha | 17/05/2017 11:56
Deputado estadual do PMDB, Paulo Siufi. (Foto: Roberto Higa e Victor Chileno/ALMS).
Deputado estadual do PMDB, Paulo Siufi. (Foto: Roberto Higa e Victor Chileno/ALMS).
Eduardo Rocha, deputado líder do PMDB. (Foto: Roberto Higa e Victor Chileno/ALMS).

Afirmando que ainda não foram procuradas pelo ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), peemedebistas dizem que, se precisar, ajudarão a arrecadar dinheiro pagar a fiança de R$ 1 milhão arbitrada pela Justiça Federal.

“Assim que ele pedir ajuda ele encontrará um amigo”, diz o deputado federal Carlos Marun (PMDB), mesmo entendendo que este não é o melhor caminho. “Foi feita uma sentença impossível de cumprir, já que bloquearam os bens. Mas, dentro das minhas pequenas possibilidades, vou ajudar e vou tornar esta ajuda pública em relação valor”.

Líder do partido na Assembleia, o deputado estadual Eduardo Rocha conta que não sabe como levantará o dinheiro, mas que, como amigo, ajudará “no que for necessário”. Ele pondera que há recursos na Justiça tentando reverter o bloqueio de bens e espera que “a resposta seja positiva”.

Até o deputado Zé Teixeira (DEM), se dispôs a contribuir para o pagamento da fiança. "O André ainda não me ligou, mas se ele pedir estarei a disposição, pois sempre fui seu amigo". 

Alvo de condução coercitiva – quando a pessoa é obrigada a depor - na quarta fase da Operação Lama Asfáltica, André Puccinelli precisou colocar uma tornozeleira, como medida restritiva alternativa à prisão, e a Justiça mandou pagar R$ 1 milhão, sob risco de ser preso, caso não pague. O prazo era até segunda-feira (15), mas a defesa conseguiu mais cinco dias.

Ontem, o advogado do ex-governador, Renê Siufi, disse que Puccinelli está cuidando do assunto pessoalmente.

“Os amigos não vão lhe faltar neste momento e se precisar vamos ajudar a pagar a fiança”, afirmou a deputada Antonieta Amorim, explicando, no entanto, que considera “impraticável e absurdo” o valor imposto pela Justiça. “Mas ele tem muitos amigos e fez um belo trabalho por Campo Grande e MS, por isso vamos ajudar”, evitando falar em quantias de eventual ajuda.

O deputado estadual Paulo Siufi também se considera “um amigo verdadeiro, na alegria e na tristeza”, portanto, está pronto para auxiliar. “Certeza absoluta de que se precisar vou ajudá-lo financeiramente, de acordo com minhas condições como médico”.

“Ele está chateado, mas bem tranquilo e sereno sobre sua situação”, contou o deputado Renato Câmara. Dentro de suas possibilidade, o parlamentar afirma que ajudará. “O grande problema é que tem recurso pra pagar e não pode, mas se tiver essa ação entre amigos, estou disposto a contribuir”.

Lama Asfáltica – Antes das 6h do dia 11 de maio, a Polícia Federal saiu às ruas de Campo Grande e mais cinco cidades para prender três pessoas, levar outras nove para depor e vasculhar 32 endereços em busca de provas contra organização criminosa investigada por desvio de dinheiro público. Foi identificado prejuízo de R$ 150 milhões.

No Estado, naquele dia, equipes comandadas pela força-tarefa cumpriram dois dos três mandados de prisão e um dos alvos, Jodascil da Silva Lopes, foi considerado foragido. Ele se apresentou à PF nesta segunda-feira (15).

Foram presos André Luiz Cance, ex-secretário-adjunto de Estado de Fazenda, e Mirched Jafar Júnior, dono da Gráfica e Editora Alvorada.

Dentre os alvos de mandados de condução coercitiva estavam o ex-governador e o filho dele, André Puccinelli Junior.

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