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Pets também podem ter TOC e perseguir o próprio rabo é um dos sinais

Ações repetitivas como girar em círculos e seguir sombras sem parar indicam alteração comportamental

Por Clayton Neves | 03/11/2026 08:25
Pets também podem ter TOC e perseguir o próprio rabo é um dos sinais
Assim como os humanos, os cães também podem apresentar comportamentos semelhantes ao TOC.

Aquela cena do cachorro correndo atrás do próprio rabo pode até parecer engraçada, mas, dependendo da frequência e da intensidade, merece atenção. Assim como os humanos, os cães também podem desenvolver comportamentos compulsivos semelhantes ao TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo). E O hábito de perseguir a própria cauda repetidamente é um dos sinais que podem indicar o problema.

Segundo o médico-veterinário Thiago Oliveira, Estudos sobre comportamento animal apontam que esses episódios deixam de ser uma brincadeira quando passam a acontecer de maneira excessiva, repetitiva e difícil de interromper. O comportamento pode até prejudicar a rotina do animal, provocando estresse e, em algumas situações, ferimentos.

“Comportamentos repetitivos precisam ser observados pelos tutores. É importante diferenciar uma atitude ocasional de uma compulsão. Um cachorro que corre atrás do rabo durante uma brincadeira, por exemplo, não necessariamente apresenta algum transtorno. O alerta aparece quando ele repete a ação insistentemente, sem conseguir parar”, explica.

Além de perseguir a própria cauda, outros sinais podem chamar a atenção. Entre eles estão lamber ou morder as patas por longos períodos, correr atrás da própria sombra, perseguir luzes, girar em círculos e insistir em movimentos que parecem não ter uma finalidade.

Segundo o especialista, as causas dos comportamentos compulsivos em cães não são totalmente compreendidas. Fatores genéticos, alterações na química cerebral e questões ambientais podem estar envolvidos.

“Estresse, ansiedade, frustração, falta de estímulos e pouco espaço para gastar energia também podem contribuir para o desenvolvimento ou agravamento desses comportamentos”, destaca o veterinário.

De acordo com ele, comportamento repetitivo pode começar ainda nos primeiros meses de vida.

A notícia boa é que o transtorno tem tratamento e o primeiro passo é procurar um médico-veterinário para investigar o que está acontecendo. Isso porque nem todo comportamento repetitivo significa TOC. “Dores, problemas de pele, alterações neurológicas e outras condições de saúde também podem provocar atitudes semelhantes. Então, sempre tem que investigar”, pontua.

Quando existe um transtorno compulsivo, o tratamento pode envolver mudanças na rotina, enriquecimento ambiental, atividades físicas, estímulos mentais e acompanhamento comportamental. Em alguns casos, o veterinário pode recomendar medicamentos.

A orientação é não repreender ou castigar o animal quando ele apresentar esses comportamentos. A punição pode aumentar o estresse e piorar o quadro.

“Oferecer passeios, brincadeiras, brinquedos interativos e atividades que estimulem o faro são algumas maneiras de melhorar a qualidade de vida do pet”, aconselha o especialista.

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