MiAuNews

Cachorros resgatados de córrego lutam contra parvovirose e protetora pede ajuda

Um dos animais recebeu alta, mas a fêmea segue internada em estado grave; ONG acumula dívida com clínica

Por Inez Nazira | 02/09/2026 17:34
Cachorros resgatados de córrego lutam contra parvovirose e protetora pede ajuda
Tigresa na clinica, com soro e frauda, recebendo carinhos da protetora (Direto das Ruas)

Resgatados pelo Corpo de Bombeiros de um córrego no dia 19 de agosto, dois cachorros agora travam uma nova batalha pela vida. Após serem acolhidos por protetores da ONG Divinos Guerreiros, os animais foram diagnosticados com parvovirose, doença viral altamente contagiosa que pode levar à morte quando não tratada rapidamente.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Segundo a protetora Lucia Rocha, os dois animais aparentavam estar bem quando foram retirados do córrego. No entanto, após alguns dias, o filhote macho, chamado de Leão, começou a apresentar alguns sintomas do vírus. 

“Quando acolhemos os dois, estavam super bem. Passaram dois dias e o filhote macho começou com febre, ficou apático e não queria comer. Logo em seguida começou a vomitar e teve diarreia. Levamos para a clínica e ele testou positivo para parvovirose”, contou.

Dois dias depois do início dos sintomas de Leão, a fêmea, chamada de Tigresa, também apresentou sinais da doença. Ela foi internada no dia 27 de agosto e permanece sob cuidados veterinários. Tigresa está em estado grave e não responde às medicações como esperado. Já Leão recebeu alta no dia 28 e, segundo a protetora, está se recuperando em casa.

Tigresa e Leão no dia que foram resgatados de córrego (Foto: Inez Nazira)

Conforme Lucia, a Tigresa apresenta episódios de vômitos intensos e desmaios provocados por hipoglicemia. Ela também passou a receber alimentação por seringa e vitaminas por meio do soro.

“Ela está muito mal. Não responde às medicações. Estamos lutando pela vida dela. Hoje cedo autorizei fazer um ultrassom porque no vômito dela saíram vermes, uma coisa rara de acontecer, e nós já tínhamos dado vermífugo”, relatou.

A equipe veterinária também tenta controlar os vômitos, mas, segundo a protetora, até o momento os medicamentos não apresentaram o resultado esperado. “Ela está tendo quadros de desmaio por causa da hipoglicemia. Estão tentando conter os vômitos com as melhores medicações e não está tendo resultado. Estou acompanhando de perto. Estamos lutando pela vida dela”, conta Lucia.

Lucia explica que a permanência dos animais no córrego pode ter contribuído para uma queda na imunidade. “Ter ficado no córrego pode ter ocasionado a baixa da imunidade, mas eles já deveriam estar contaminados”, afirmou.

Doença altamente contagiosa

A médica veterinária Natália Córdoba explica que a parvovirose canina é causada pelo CPV (parvovírus canino), um vírus extremamente resistente no ambiente e com alta capacidade de transmissão.

“A principal forma de contágio é pela via fecal-oral. O animal infectado elimina grande quantidade de vírus pelas fezes, contaminando ambientes, pisos, objetos, comedouros, caminhas e outros locais. Pessoas também podem transportar partículas do vírus nas mãos, roupas e calçados”, esclarece a médica veterinária.

Quando outro cão entra em contato com superfícies contaminadas e ingere o vírus, principalmente ao lamber as patas ou objetos, pode ser infectado. “Depois da infecção, o vírus se multiplica principalmente em células de rápida divisão, provocando os sinais gastrointestinais característicos da doença”, detalha.

A parvovirose tem tratamento e pode ser curada, mas, sem atendimento rápido, existe risco de morte. Entre os sintomas mais característicos está a diarreia com sangue. 

Ajuda para os animais

Trigresa no dia que foi resgatada (Foto: Inez Nazira)

O tratamento de Leão deixou uma conta de aproximadamente R$ 980 na clínica. Segundo a protetora, o valor pesa no orçamento, já que a ONG mantém mais de 450 animais resgatados. Por isso, ela pede ajuda para custear as despesas veterinárias.

As contribuições podem ser feitas diretamente à Clínica Bourgerlat, responsável pelo atendimento dos animais.

PIX – CNPJ: 03.886.760/0001-36 (Clínica Bourgerlat)

Também é possível contribuir diretamente com Lucia:

PIX – CPF: 466.241.801-10 (Lucia Rocha)

Após a transferência, é necessário enviar o comprovante pelo WhatsApp (67) 98448-0184.

As contas permanecem abertas enquanto os animais estiverem em tratamento.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem através das redes sociais. Também é possível entrar em contato pelo canal Direto das Ruas.

Veja Mais