Meio Ambiente

Símbolos da educação ambiental, araras de Campo Grande “voam” até a China

Instituto Arara Azul distribui mascotes em Xangai para divulgar a biodiversidade brasileira

Por Kamila Alcântara | 02/06/2026 14:33

As araras que fazem parte do trabalho de conservação em Campo Grande chegaram à China como símbolo da biodiversidade brasileira. Pelúcias feitas pelo Instituto Arara Azul foram levadas pela Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) para a ITB China 2026, feira de turismo realizada em Xangai na semana passada.

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Essa ação integra a estratégia brasileira de promoção turística no mercado chinês, mas com um recado que vai além de praias, florestas e cartões-postais. A ideia é apresentar o Brasil também como destino ligado à sustentabilidade, à pesquisa e à educação ambiental.

No estande brasileiro, mais de 30 parceiros receberam o mascote de arara junto com um certificado de adoção simbólica de filhote da espécie. A iniciativa foi feita em parceria com o Instituto Arara Azul, organização sediada em Campo Grande e reconhecida pelo trabalho de proteção de ninhos, monitoramento de aves, pesquisa científica e ações de educação ambiental.

“Pela primeira vez a sustentabilidade invadiu uma campanha do Brasil na China. Aqui em Xangai, a gente está integrando para mais de 30 parceiros o nosso mascote da arara, junto de certificado de adoção simbólica de filhote da espécie, junto de uma parceria nossa com o Instituto Arara Azul”, afirmou Roberto Gevaerd, diretor de Gestão e Inovação da Embratur, em vídeo divulgado nas redes sociais.

A supervisora de Inovação da Embratur, Marina Arruda, explicou que o certificado também chama atenção para o acompanhamento das aves e para o trabalho desenvolvido no Brasil.

 “Esse certificado permite, além disso, o monitoramento dessas aves, como também chama atenção para esse projeto tão importante que trabalha na proteção dos ninhos, pesquisa científica e educação ambiental. Assim, o Brasil dá um recado importante sobre sustentabilidade na promoção turística aqui na China”, disse.

A participação brasileira na ITB China ocorre dentro de uma aproximação maior entre Brasil e China no turismo. Segundo a Embratur, o Brasil recebeu 103 mil visitantes chineses no ano passado, alta superior a 50% em relação ao antigo pico registrado em 2019. Para 2026, a agência projeta novo crescimento, de 30,84% no volume de chegadas.

O evento também se conecta ao Ano Cultural Brasil-China, no mesmo período em que os dois países celebram 52 anos de relações diplomáticas. A intenção do governo federal é ampliar a presença brasileira no mercado asiático, especialmente depois da isenção de vistos entre os dois países.

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