Meio Ambiente

Sem araras na natureza, Ceará participa do Big Day com educação ambiental

Ação em parque ecológico apresentou às crianças a espécie ameaçada e o trabalho de conservação

Por Inara Silva | 02/08/2026 18:35
Sem araras na natureza, Ceará participa do Big Day com educação ambiental
Bbióloga e educadora ambiental Romana Aguiar durante atividade com criança (Foto: Divulgação)

Mesmo sem populações de arara-azul-grande vivendo em liberdade, o Ceará encontrou uma forma de integrar a segunda edição do Big Day das Araras Azuis. Em vez da observação da espécie em campo, o estado apostou na educação ambiental para conscientizar crianças e visitantes sobre a importância da conservação da ave símbolo de Mato Grosso do Sul e que, atualmente, está classificada como vulnerável à extinção.

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A atividade foi realizada no Ecopoint Parque Ecológico, onde a bióloga e educadora ambiental Romana Aguiar promoveu uma programação especial inspirada na mobilização internacional, encerrada neste domingo (2). A iniciativa reuniu informações sobre a biologia da arara-azul-grande, sua importância ecológica e os desafios enfrentados para garantir a sobrevivência da espécie.

Durante a atividade, Romana Aguiar apresentou a história do Instituto Arara Azul, fundado em 2003, em Campo Grande, e destacou o trabalho de monitoramento da espécie, desenvolvido desde 1990 e reconhecido como referência em conservação. A programação também contou com uma exposição temática e desenhos da arara-azul para colorir, aproximando as crianças da importância de preservar a biodiversidade. 

Desenhos preparados para oficina de educação ambiental (Foto: 

Sobre o evento - Organizado pelo Instituto Arara Azul, o Big Day das Araras Azuis reuniu, nos dias 1º e 2 de agosto, observadores do Brasil, Bolívia e Paraguai para registrar a presença da arara-azul-grande na natureza. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a distribuição da espécie e gerar informações que subsidiem ações de conservação. O resultado consolidado da mobilização será divulgado nesta segunda-feira (3), após a análise dos registros enviados pelos participantes.

A edição deste ano ocorre em um momento em que a arara-azul-grande voltou a integrar a lista nacional de espécies da fauna ameaçadas de extinção, na categoria Vulnerável, após os impactos provocados pelos grandes incêndios no Pantanal. Segundo a bióloga Neiva Guedes, fundadora e presidente do Instituto Arara Azul, o fogo destrói ninhos, ovos e filhotes, altera o habitat e compromete a reprodução da ave por vários anos.

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