Meio Ambiente

Seca perde força em Mato Grosso do Sul e área afetada cai para 35%

Área afetada no estado cai quase pela metade e atinge menor nível desde agosto de 2025

Por Jhefferson Gamarra | 19/03/2026 15:47
Seca perde força em Mato Grosso do Sul e área afetada cai para 35%
Nascente do Rio Negro durante seca (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A estiagem apresentou sinais claros de enfraquecimento em Mato Grosso do Sul entre janeiro e fevereiro deste ano, acompanhando uma tendência observada em grande parte do país. Dados mais recentes do Monitor de Secas indicam que a área afetada no estado caiu de 60% para 35% do território, o menor patamar registrado desde agosto de 2025.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Além da redução territorial, houve também melhora na intensidade do fenômeno. A seca, que antes apresentava maior severidade em diferentes regiões sul-mato-grossenses, ficou mais branda e passou a se concentrar de forma mais limitada. Em fevereiro, a condição de seca grave permaneceu restrita a apenas um município localizado no nordeste do estado, configurando o cenário mais favorável dos últimos meses.

O comportamento observado em Mato Grosso do Sul acompanha o movimento registrado em outras regiões do país. No período analisado, a severidade da seca diminuiu em 17 unidades da Federação, incluindo estados do Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. Apenas Amapá e Roraima registraram intensificação do fenômeno, enquanto outros cinco estados mantiveram estabilidade.

No recorte regional, o Centro-Oeste apresentou abrandamento da seca, tanto em intensidade quanto em extensão territorial. Esse alívio também foi observado no Nordeste, Norte e Sudeste. Já a região Sul seguiu na contramão, sendo a única onde a área com seca aumentou e a intensidade permaneceu estável.

Mapa da seca mostra o alívio em Mato Grosso do Sul entre os meses de janeiro e fevereiro (Foto: Reprodução)

Em termos nacionais, o impacto é significativo. A área total atingida pela seca no Brasil caiu de 5,4 milhões para 4,5 milhões de quilômetros quadrados entre janeiro e fevereiro, o equivalente a uma redução de 63% para 54% do território nacional.

Apesar da melhora em várias regiões, o cenário ainda exige atenção. O Nordeste continua sendo a região mais crítica do país, com 95% de sua área afetada e registros de seca extrema a única região com esse nível de severidade. Por outro lado, o Norte apresentou as condições mais brandas, com apenas 29% do território sob influência do fenômeno.

No caso específico de Mato Grosso do Sul, além da redução da intensidade, também houve diminuição expressiva da área afetada, colocando o estado entre os nove do país que registraram retração da seca no período analisado. Esse resultado reforça uma tendência positiva, ainda que localizada, e sinaliza uma recuperação gradual das condições climáticas.

Mesmo com o avanço, especialistas alertam que o monitoramento contínuo é essencial, já que a variabilidade climática pode alterar rapidamente esse cenário. Para Mato Grosso do Sul, os dados mais recentes representam um alívio, especialmente após meses de maior pressão hídrica, mas não significam o fim do problema.

 

Veja Mais