Meio Ambiente

Pela segunda vez, peixes são retirados de trecho do Rio da Prata e salvos

Trabalho envolveu ONG, grupo empresarial, Polícia Militar Ambiental e funcionários de fazenda

Por Cassia Modena | 20/09/2025 09:35
Pela segunda vez, peixes são retirados de trecho do Rio da Prata e salvos
Voluntário segura peixe que foi realocado entre as águas do Rio da Prata (Foto: Nisroque Júnior/Instituto Guarda Mirim Ambiental)

O total de 148 peixes que mergulhavam próximos a um trecho do Rio Prata que secou completamente, no município de Jardim, foi salvo ontem (19) por meio da captura e transferência para outra parte do manancial com nível de água suficiente para garantir a sobrevivência do cardume.

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É a segunda vez, pelo segundo ano consecutivo, que essa iniciativa precisa ser tomada diante da ausência d'água no leito do rio no período de estiagem, agravada pela contribuição das construções de drenos na cabeceira do corpo hídrico, que corre também pelo município vizinho de Bonito. As consequências da interferência humana no curso natural do Prata foram diagnosticadas em relatório que a Polícia Militar Ambiental anexou ao inquérito civil do Ministério Público Estadual aberto no ano passado para investigar as causas da seca.

A realocação dos peixes foi realizada com licença ambiental e envolveu técnicos da ONG (organização não governamental) Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim, técnicos do grupo empresarial Rio da Prata, policiais militares ambientais e funcionários da Fazenda Vale do Prata.

Captura e transferência foram iniciados pela manhã (Foto: Nisroque Júnior/Instituto Guarda Mirim Ambiental)

Foram capturados:

  • 10 piraputangas;
  • 36 curimbas;
  • 76 lambaris;
  • 6 joaninhas;
  • 7 canivetes;
  • 8 pacus-péva;
  • e 5 traíras.

Caso não fossem resgatados, os peixes correriam o risco de morrer asfixiados. Dias antes da operação, alguns peixes não resistiram e viraram esqueletos na parte seca, que fica perto da Ponte do Curê, na MS-178.

O leito seco se estende por três quilômetros, sem afetar os atrativos turísticos. De acordo com o diretor do Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim, Nisroque da Silva Soares, o volume de água vem diminuindo desde o último dia 6.

Trecho completamente seco se estende por 3 km este ano (Foto: Nisroque Júnior/Instituto Guarda Mirim Ambiental)

A captura foi realizada ainda mais cedo no ano passado: em 31 de julho. Cerca de 200 peixes foram retirados da água, com a ajuda de aproximadamente 30 pessoas. A sequidão só começou a ceder em outubro.

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