Meio Ambiente

Pantanal tem 97 fazendas em lista prioritária para a queima prescrita

A técnica reduz material combustível e ajuda a prevenir incêndios de grande proporção

Por Aline dos Santos | 16/06/2026 09:58
Pantanal tem 97 fazendas em lista prioritária para a queima prescrita
Mapa de Áreas Prioritárias para Queima Prescrita em 2026. (Foto: Reprodução)

O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) publicou, nesta terça-feira (dia 16), mapa de áreas prioritárias para queima prescrita no Pantanal. No território, estão inseridas 97 fazendas, todas no município de Corumbá, a 428 km de Campo Grande. 

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No comparativo com 2025, houve redução de 66% no total de propriedades rurais, cujo total chegava a 286. A queima prescrita é uma técnica usada para reduzir material combustível e prevenir incêndios de grande proporção.

A medida tem amparo no decreto de “Estado de Emergência Ambiental”, válido por 180 dias em Mato Grosso do Sul devido às condições climáticas que favorecem a propagação de focos de incêndios florestais sem controle.

Nota técnica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) destaca que o cenário é particularmente preocupante no Pantanal devido à redução da umidade do solo e da vegetação, fatores que aumentam significativamente a possibilidade de ocorrência e propagação de incêndios florestais. 

“Associado a isso, a previsão climática para o trimestre Junho–Julho–Agosto de 2026 indica temperaturas acima da média histórica e irregularidade das chuvas, favorecendo a manutenção das condições de seca e do risco de fogo”, informa o Cemtec. 

Bombeiros atuando na Operação Pantanal no ano passado, enquanto mato e árvores pegam fogo (Foto: Álvaro Rezende)

Alerta por causa do El Niño  - No início de junho, o governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental como forma de reforçar o planejamento para enfrentar possíveis eventos climáticos extremos. 

Entre os principais impactos esperados para o Estado, o Cemtec aponta aumento dos períodos de calor, maior evaporação e perda de umidade do solo, irregularidade na distribuição das chuvas, possibilidade de veranicos durante a estação chuvosa, pressão sobre os recursos hídricos e o setor energético, além do aumento do risco de incêndios florestais. 

Segundo o centro de monitoramento, os efeitos do El Niño devem ficar mais evidentes a partir do fim do inverno e durante a primavera de 2026, período em que os modelos climáticos indicam o fortalecimento do fenômeno.

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