Meio Ambiente

Ocorrências zeram no Pantanal, mas Corumbá sofre com queimadas na periferia

Lixo e entulho acumulados pela população favorecem a propagação do fogo

Por Silvio de Andrade | 29/08/2025 11:19

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Por conta da maior concentração de água na planície, principalmente em áreas de ocorrência de grandes incêndios nos anos anteriores, o Pantanal segue sem focos de calor em agosto, mês considerado crítico devido a estiagem. O mesmo, porém, não se pode comemorar na área urbana de Corumbá, maior município do bioma.

Somente neste mês, o Corpo de Bombeiros contabilizou 60 ocorrências de queimadas sem vítimas em terremos baldios, na periferia da cidade, e também nos assentamentos rurais situados próximos à fronteira com a Bolívia. Provocados por ação humana, o fogo se propaga rapidamente devido ao hábito da população de acumular lixo doméstico e descarte de material em áreas abandonadas.

Nesta quinta-feira, entre as 14h e 23h, o 3º grupamento do Corpo de Bombeiros de Corumbá combateu cinco focos em vegetação seca – três em bairros e dois nos assentamentos Tamarineiro II e Taquaral -, cuja extinção mobilizou a guarnição de plantão e consumo mais de 1.600 litros de água.

Ocorrências zeram no Pantanal, mas Corumbá sofre com queimadas na periferia
Fogo em terreno baldio coloca em risco as residências no entorno. (Foto: Corpo de Bombeiros)

Falta consciência - O primeiro incêndio ocorreu na rua Joaquim Venceslau (Bairro Popular Velha, nas margens da linha férrea, com propagação de 600 metros. Os bombeiros utilizaram abafadores, bombas costais e 400 litros de água para conter as chamas. Outro foco foi contido em área de pastagem em um sitio no Assentamento Taquaral.

No início da noite, foram três ocorrências: em terreno baldio no Bairro do Cristo, com grande quantidade de vegetação seca e lixo; em área de mata na rua Emília Alves, Bairro Ceac, em Ladário (cidade vizinha), gerando labaredas intensas; e em terreno de difícil acesso, com valas e pedras, no assentamento Tamarineiro II.

Diariamente, o Corpo de Bombeiros tem alertado a população e reforçado a necessidade de conscientização para evitar queimadas, “que representam risco à saúde, ao meio ambiente e à segurança das comunidades”. No entanto, todas as ocorrências até agora registradas foram por ação criminosa.

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