Meio Ambiente

Mulheres indígenas de MS marcham por direitos e território em Brasília

Documento elaborado embasará criação de política pública nacional específica

Por Inara Silva | 07/08/2025 14:26
Mulheres indígenas de MS marcham por direitos e território em Brasília
Marcha das Mulheres Indígenas ocorreu na manhã desta quinta-feira (7), em Brasília. (Foto: Arquivo Pessoal)

Pelo menos 160 mulheres indígenas de Mato Grosso do Sul participaram nesta quinta-feira (7) da IV Marcha das Mulheres Indígenas, em Brasília. Com o tema “Nosso Corpo, Nosso Território: Somos as Guardiãs do Planeta Pela Cura da Terra”, a manifestação encerrou a 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, iniciada na segunda-feira (4) passada.

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 Três delegações de Mato Grosso do Sul participaram da marcha, incluindo, pela primeira vez, 43 mulheres indígenas de áreas urbanas de Campo Grande.

Articulação 

Segundo Silvana Terena, que  é membro do CMDDI (Conselho Municipal de Defesa dos Povos Indígenas) de Campo Grande, o evento foi um manifesto contra a pobreza e a violência direcionada às mulheres, com foco em questões como direitos territoriais, representatividade política e combate ao racismo e à discriminação. 

Universitária, Kalyne Terena participa pela primeira vez do encontro e afirma que volta para o Mato Grosso do Sul fortalecida por conta da “união entre as mulheres indígenas de diferentes povos, territórios e até países”.

“A gente está construindo uma articulação global, com estratégias reais para transformar nossas comunidades, nossas políticas e o mundo em que vivemos”, comemora Kalyne.

Silvana Terena durante a Marcha das Mulheres Indígenas (Foto: Arquivo Pessoal)

Resultado da Conferência

Nesta quinta-feira, às 19h, um ato vai marcar a leitura da Carta Pela Vida E  Corpos e Territórios, que foi elaborada durante a Conferência. 

Segundo Kalyne Terena, o encontro abriu caminhos concretos para a criação de uma política pública voltada para as mulheres indígenas. 

“Uma política pensada por nós e para nós”, comemora a estudante.

O documento contém 49 propostas que vão embasar a criação da Política Nacional. As sugestões estão divididas em cinco eixos temáticos: Direito e Gestão Territorial, Emergência Climática, Políticas Públicas e Violência de Gênero, Saúde, e Educação e Transmissão de Saberes Ancestrais.

A pauta inclui temas como justiça climática, demarcação de terras, enfrentamento à violência e valorização da sabedoria ancestral das mulheres indígenas.

Mulheres indígenas levaram pautas ambiental para a Marcha. (Foto: Arquivo Pessoal)


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