Meio Ambiente

Imagens de antes e depois mostram como a chuva mudou o Pantanal

Instituto Homem Pantaneiro divulgou nesta sexta-feira (4) registros da Serra do Amolar

Por Jéssica Fernandes | 04/07/2025 18:30
Imagens de antes e depois mostram como a chuva mudou o Pantanal
Antes e depois da região da Serra do Amolar, imagens de 2024 e 2025. (Foto: IHP)

Imagens divulgadas pelo IHP (Instituto Homem Pantaneiro) nesta sexta-feira (4) mostram como o Pantanal tem mudado neste primeiro semestre. Se no ano passado a seca e as queimadas marcaram o bioma, em 2025 o cenário é outro, com influência importante das chuvas.

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Além das fotos, o IHP compartilhou dados que mostram a dimensão da mudança. Na Serra do Amolar, em Corumbá, o Sistema Pantera registrou 69 focos de incêndio no primeiro semestre de 2024. No mesmo período deste ano, foram apenas 7, uma queda de 90%. Já no Pantanal inteiro, no 1º semestre de 2024, foram 119.586 focos de calor. Enquanto que no 1º semestre de 2025 foram 2 384 focos. O equivalente a queda de 98%. 

Em relação ao cenário de estiagem enfrentado desde 2020, houve uma trégua em 2025. Segundo o IHP, choveu mais neste ano em comparação com 2024, o nível do rio Paraguai subiu a mais de 3,2 metros, o que não acontecia desde setembro de 2023, o que fez com que muitas áreas passassem a ficar alagadas.  “Essa contribuição da natureza tem sido fundamental. É uma esperança renovada”, afirma o diretor-presidente do IHP, Angelo Rabelo.

Mesma área mostrada acima com o horizonte tomado pela fumaça dos incêndios. (Foto: IHP)
Área alagada em junho de 2025 na região da Serra do Amolar, em Corumbá. (Foto: IHP)

Ele explica que o trabalho de prevenção também segue firme, com ações em campo e educação ambiental. “Muitos esforços têm sido realizados para prevenir os incêndios florestais no Pantanal. Trabalhar com prevenção passou a ser uma exigência, manter brigada atuando ao longo de todo o ano, construindo aceiros, criando rotas de fuga para animais. Um trabalho de educação ambiental em comunidades e outras áreas também é uma prioridade”, fala.

Apesar da mudança no cenário do Pantanal, o diretor do IHP enfatiza que o período historicamente mais grave para os incêndios ainda não passou. "O monitoramento para identificar fumaça com o Pantera também é contínuo, sendo 24/7. Porém, historicamente, o período mais grave para os incêndios começa em agosto, e a educação ambiental sobre o uso do fogo de forma racional é primordial para não termos novo cenário de tragédia”, aponta.

Região da Baía da Gaíva, entre MS, MT e Bolívia, onde há pedras com inscrições rupestres. (Foto: IHP)
Imagem de 2025 mostra pedra úmida, diferente de 1 ano atrás. (Foto: IHP)

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