Meio Ambiente

Fogo na Serra do Amolar terá reforço de brigadistas pela Bolívia

Equipes atuarão em três frentes para conter incêndio que já devastou 12 mil hectares no Pantanal

Por Inara Silva | 06/10/2025 17:40
Fogo na Serra do Amolar terá reforço de brigadistas pela Bolívia

O combate ao incêndio que avança pela Serra do Amolar, uma das regiões mais preservadas do Pantanal sul-mato-grossense, vai ganhar reforço pela fronteira com a Bolívia. A partir desta quarta-feira (8), dez brigadistas do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais), do Ibama, seguem para o lado boliviano da serra, onde há focos ativos.

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Segundo o coordenador do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) no Estado, Márcio Yule, o deslocamento será feito por terra, com duas caminhonetes e todo o equipamento necessário. A viagem passa por Porto Quijarro, na Bolívia, e deve durar entre 12 e 13 horas, devido à dificuldade de acesso à região.

“Já estivemos na Bolívia no ano passado e agora retornamos”, explicou Yule ao ressaltar que, em alguns trechos, o avanço só é possível com o uso de motosserras, já que a floresta densa impede a passagem dos veículos. 

A Bolívia autorizou oficialmente a entrada das equipes após negociação conduzida pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Segundo Yule, falta apenas formalizar os nomes dos dez brigadistas que vão cruzar a fronteira.

Fogo consome a região da Serra do Amolar, no Pantanal, desde 27 de setembro. (Foto: IHP Divulgação)

Ações preventivas - Nesta terça-feira (7), outras cinco pessoas irão para a comunidade ribeirinha da Serra do Amolar, em uma ação preventiva. Elas vão construir aceiros, faixas de contenção sem vegetação, para proteger as famílias locais e as áreas de apicultura.

As equipes serão distribuídas em três pontos estratégicos: na comunidade da Serra do Amolar, na região do Acurizal e na fronteira entre o Brasil e a Bolívia.

Avanço do fogo - Atualmente, 20 brigadistas do Prevfogo e do IHP (Instituto do Homem Pantaneiro) estão no local desde o dia 27 de setembro. De acordo com Yule, ventos fortes e o terreno acidentado dificultam o controle das chamas, que se espalharam rapidamente. O IHP divulgou que a área queimada passou de 7 mil para 12 mil hectares em apenas 24 horas.

“O fogo se comporta de acordo com três fatores: material combustível, condições climáticas e relevo. Lá há relevo que favorece a propagação, muito material acumulado desde o último grande incêndio em 2020, além do calor e do vento”, explicou o coordenador.

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