Meio Ambiente

Estiagem prolongada força redução da vazão em hidrelétrica na divisa de MS e SP

Monitoramento ambiental será intensificado entre a Usina Hidrelétrica Porto Primavera e a foz do rio Ivinhema

Por Judson Marinho | 03/10/2025 18:53
Estiagem prolongada força redução da vazão em hidrelétrica na divisa de MS e SP
Porto Primavera é a maior hidrelétrica do país em extensão de barragem. (Foto: Cesp)

Vazão da Usina Hidrelétrica de Porto Primavera, que faz divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, será reduzida para preservar reservatórios da estiagem. A decisão foi anunciada pela CESP (Companhia Energética de São Paulo) nesta sexta-feira, 3 de outubro. 

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A redução da vazão defluente do Rio Paraná, passando de 4.600 m³/s para 3.900 m³/s, atende a uma determinação do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e visa enfrentar os efeitos da estiagem prolongada que atinge a região.

A medida tem como principal objetivo preservar os níveis dos reservatórios da Bacia do Paraná, fundamentais para o abastecimento hídrico e para a manutenção da segurança do sistema elétrico nacional. 

Segundo a CESP, a redução poderá permanecer em vigor até 31 de outubro de 2025, dependendo das condições climáticas e hidrológicas ao longo do período.

Durante esse período, a companhia seguirá o Plano de Trabalho aprovado pelo IBAMA, que define diretrizes de monitoramento ambiental do trecho do Rio Paraná localizado entre a jusante da UHE (Usina Hidrelétrica) Porto Primavera e a foz do Rio Ivinhema, no Mato Grosso do Sul. 

O plano prevê ações específicas para acompanhar possíveis impactos à fauna, flora e comunidades ribeirinhas.

A CESP orienta moradores da região a comunicarem qualquer alteração no ambiente do rio ou ocorrências relacionadas à operação da usina por meio do canal “Diálogo Aberto”, via WhatsApp no número (11) 93032-6699. 

Estiagem - A região Centro-Sul do Brasil enfrenta um período prolongado de seca, com chuvas abaixo da média histórica desde o início do ano. 

A situação vem exigindo ajustes operacionais em diversas usinas hidrelétricas para garantir a sustentabilidade dos reservatórios e a estabilidade do fornecimento de energia.

Especialistas alertam que, mesmo com a chegada da primavera, a recuperação dos níveis de água dependerá da regularidade e intensidade das chuvas nos próximos meses.

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