Meio Ambiente

Desmatamento e abandono do Parque Sóter viram alvo de inquérito civil

Órgão cobra explicações da prefeitura sobre obras paradas e erosão após retirada da vegetação

Por Ketlen Gomes | 03/10/2025 16:10
Desmatamento e abandono do Parque Sóter viram alvo de inquérito civil
Imagem anexada à denúncia destaca erosão causada após desmatamento no Parque Sóter. (Foto: Reprodução/Inquérito Civil)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou inquérito civil para apurar o desmatamento total no leito do córrego Sóter, sob a ponte localizada no Parque Ecológico do Sóter. A denúncia foi feita por um morador da região em 2024 que relatou ter visto máquinas realizando a supressão vegetal.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A representação também aponta alteração no curso d’água em direção às avenidas Rio Negro e Nelly Martins, em trecho de aproximadamente 500 metros. Em março deste ano, a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico) recebeu ofício do MPMS solicitando cópia da licença ambiental e demais informações a respeito do Parque Sóter.

Até o momento, porém, a secretaria não respondeu. Segundo o MPMS, além de não apresentar a licença e a autorização para supressão arbórea, o órgão municipal também não esclareceu qual obra seria executada no local, motivo pelo qual teria ocorrido o desmatamento.

De acordo com a denúncia, em novembro de 2022, foram encontradas no leito do córrego uma pá carregadeira e uma retroescavadeira que antecederam o desmatamento sob a ponte e a abertura do curso d’água em direção ao sul.

Placa que anuncia obra de desasoreamento no Parque do Sóter, vandalizada após abandono. (Foto: Reprodução/Inquérito Civil)

“Todas as árvores, grandes e pequenas, e também a vegetação rasteira foram totalmente retiradas do leito e das áreas laterais do córrego, deixando-o completamente nu e desprovido de vegetação protetora”, descreve o relato.

O documento acrescenta que o serviço teria sido feito por uma empresa contratada e que as máquinas foram retiradas em seguida. Com a supressão, o processo de erosão foi acelerado e visitantes do parque registraram reclamações.

“As autoridades colocaram três placas (atualmente vandalizadas) perto da ponte, explicando a possível construção de uma nova lagoa, mas estas obras não tiveram continuidade, foram completamente abandonadas em 2022”, cita outro trecho.

No despacho de instauração do inquérito, o MPMS reiterou o ofício à Semades e informou que aguarda manifestação. A reportagem também procurou a prefeitura, mas até a publicação não obteve resposta. O espaço segue aberto para posicionamento.

Materiais de obra, abandonados no Parque do Sóter desde 2022, diz denúncia. (Foto: Reprodução/Inquérito Civil)

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

Veja Mais