Meio Ambiente

"Caçadores de ipês" registram florada que todo ano deixa a cidade cor-de-rosa

A árvore tem um recurso de proteção para germinar na época mais propícia

Por Aline dos Santos | 19/06/2025 10:07


"Caçadores de ipês" registram florada que todo ano deixa a cidade cor-de-rosa
Florada do ipê -rosa em Campo Grande. (Foto: Wilmar Carrilho)

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O despertar da florada dos ipês, que colore de rosa a Capital há uma semana, foi registrado em belas imagens pelos leitores do Campo Grande News. Seja brilhando à luz do sol, em contraste com o céu azul de Outono, ou no entardecer, as árvores enchem de beleza o dia a dia. 

“Todos os anos, faço fotos da florada dos ipês em Campo Grande e pelo Estado todo”, afirma o fotógrafo Wilmar Carrilho. Ele conta que tem os preferidos na Capital. “Gosto sempre de registrar os ipês aqui na Avenida Mascarenhas de Moraes com a Avenida Ernesto Geisel”, diz Carrilho.

A fotografia vira um antídoto diante da brevidade das flores, que têm curta duração. “É muito inspirador apreciar e registrar a beleza dos ipês que todo ano colorem nossa cidade”, afirma Carrilho. 

Beleza do ipê emoldurada pelo pôr do sol em Campo Grande. (Foto: Wilmar Carrilho)

O cinegrafista Jairton Bezerra Costa é um dos que se tornam “caçador de ipê” nesta época do ano. “Fico procurando os ipês. Tem alguns que são novos, outros que já são de praxe. É muito bom. Todas são belas. Mas o que eu mais gosto de fotografar é o da Mascarenhas de Moraes. Os ipês dão outro aspecto para a cidade”. 

A árvore tem um recurso de proteção para germinar na época mais propícia ao seu desenvolvimento. Em geral, quando a estiagem se associa às baixas temperaturas. 

Registro da florada do ipê, que há uma semana colore a cidade. (Foto: Jairton Costa)

Além da beleza, o ipê tem papel importante na arborização urbana e na recuperação de áreas degradadas. A árvore proporciona conforto térmico, reduz a poluição, absorve ruídos e melhora a qualidade do ar. 

Das 175 mil árvores que se espalham pelas calçadas de Campo Grande, a maioria é o Oiti, que totaliza 27,6%. Natural do Nordeste, a espécie é resistente, fornece sombreamento e tolera podas drásticas. Porém, ultrapassou o limite de 15% e a solução é proibir o plantio.

Ipê florido na Avenida Mascarenhas de Moraes. (Foto: Jairton Costa)

As outras espécies com mais árvores na Capital são: figueira (5,7%), murta-de-cheiro (4,4%), ipê-rosa (3,7%) e sibipiruna (3,7%). Os dados são do estudo “Floresta Urbana de Campo Grande”, elaborado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). 

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(Foto: Jairton Costa)
(Foto: Jairton Costa)
(Foto: Jairton Costa)
(Foto: Wilmar Carrilho)
(Foto: Wilmar Carrilho)
(Foto: Wilmar Carrilho)
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