Meio Ambiente

Após 2024 crítico, chamas reaparecem com força na Serra do Amolar

Brigada se mobiliza desde a tarde de ontem (28) para evitar avanço do fogo

Por Cassia Modena | 29/09/2025 09:21
Após 2024 crítico, chamas reaparecem com força na Serra do Amolar
Fumaça é tão alta quanto morraria que cerca Serra do Amolar, no Pantanal de MS (Foto: Divulgação/IHP)

Desde a tarde de ontem (28), a Brigada Alto Pantanal do IHP (Instituto Homem Pantaneiro) está atuando contra um incêndio de difícil combate observado no alto de uma morraria da Serra do Amolar, no Pantanal sul-mato-grossense. O local fica a cinco horas de barco da cidade de Corumbá e está próximo à RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Acurizal, em terras brasileiras, e à fronteira com a Bolívia.

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É a primeira vez que o fogo chega à região neste ano, segundo o instituto. No ano passado, os incêndios que ameaçaram a biodiversidade da região começaram mais cedo e atingiram a Serra mais de uma vez. "O período grave de incêndio está terminando; historicamente, o mês de setembro é o mais crítico", acrescenta o IHP.

Os brigadistas realizam o trabalho de prevenção para impedir que o fogo avance e se preparam para um possível combate. A brigada do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul foram avisados e deverão prestar apoio, se necessário.


Visão noturna das chamas por trás de morraria (Foto: Divulgação/IHP)

Ainda não há informações sobre a área já afetada nem sobre a causa do incêndio. O fogo foi detectado às 11h45 de ontem pelo Sistema Pantera do IHP, que funciona por meio de câmeras e inteligência artificial.

O risco de incêndio estava elevado no momento da detecção: era de 94% de chance devido às condições do tempo. A temperatura era de 36ºC, a umidade relativa do ar estava em 29% e não foi registrada chuva. A velocidade dos ventos marcava 9 km/h.

A Serra do Amolar é Patrimônio Natural da Humanidade e tem prioridade máxima de proteção contra incêndios e de conservação. 

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