Meio Ambiente

Apesar de queda, clima extremo aumenta risco de queimadas em MS

Pantanal tem redução de 98% nas áreas atingidas, mas calor e seca elevam alerta no Estado

Por Ketlen Gomes | 16/09/2025 20:50
Apesar de queda, clima extremo aumenta risco de queimadas em MS
Condições climáticas dos últimos dias aumentam riscos de queimadas em todo Estado. (Foto: Divulgação)

Apesar da redução no número de queimadas no Cerrado e no Pantanal em relação a 2024, as condições climáticas extremas enfrentadas pelo Estado nas últimas semanas têm favorecido a ocorrência de novos incêndios florestais. A avaliação é do meteorologista Vinicius Sperling, do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul).

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O último levantamento do Cemtec aponta 39.620 hectares queimados no Cerrado e 30.198 hectares no Pantanal entre 1º de janeiro e 15 de setembro. No comparativo com o relatório anterior, que ia até 3 de setembro, houve aumento de 3.150 hectares no Cerrado e de 8.134 hectares no Pantanal em apenas 12 dias.

Entre 13 de agosto e 3 de setembro, o crescimento havia sido de 4.704 hectares no Cerrado e 8.540 hectares no Pantanal, mas em um intervalo maior, de 22 dias.

Segundo Sperling, fatores climáticos colocam o Estado em alerta: temperaturas acima de 40 °C em algumas regiões, umidade relativa entre 10% e 15% e longos períodos sem chuva. “Tudo isso torna o ambiente propício para a ocorrência de incêndios florestais. A falta de chuva ou pouquíssima chuva ajuda a explicar o aumento do número de focos”, explica.

O meteorologista ressalta que, ainda assim, os números deste ano estão bem abaixo dos registrados em 2024. Ele atribui a diferença às condições meteorológicas mais favoráveis: maior volume de chuvas em abril, ausência de ondas de calor prolongadas e inverno mais frio que o normal. “Ano passado, a falta de chuva foi muito mais acentuada. Este ano, a gente teve chuvas melhores, um abril muito bom de chuva, não tivemos ondas de calor consecutivas e o inverno foi mais frio, com várias entradas de frente fria. Isso ajuda a reduzir a velocidade, a propagação e até o surgimento de focos de calor”, destaca.

De acordo com os dados, até 15 de setembro deste ano, o Pantanal registrou queda de 98% na área queimada em relação ao mesmo período de 2024, quando 1.542.618 hectares foram atingidos pelo fogo. No Cerrado, a redução foi de 79,6%, passando de 194.390 hectares queimados no ano passado para os atuais 39.620 hectares.

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