Ainda com El Niño, próximos 3 meses serão de calor e chuvas acima de média
A combinação entre o aquecimento durante o dia e o retorno gradual da umidade favorece as tempestades

Mato Grosso do Sul deve enfrentar os próximos três meses com temperaturas acima da média histórica e tendência de chuvas superiores ao normal. A previsão para novembro, dezembro e janeiro indica ainda maior probabilidade de episódios de calor intenso e tempestades severas, em um cenário influenciado pela atuação de um El Niño de intensidade muito forte.
RESUMO
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Mato Grosso do Sul deve ter temperaturas acima da média e chuvas superiores ao normal entre novembro e janeiro, segundo o Cemtec. Os acumulados devem variar entre 500 e 700 milímetros, sem distribuição uniforme. A previsão indica risco de calor intenso e tempestades com vento forte, raios e granizo, em cenário influenciado por um El Niño de intensidade muito forte, com probabilidade de 96%. Para o Cemaden, o risco de fogo é baixo na maior parte do Estado, mas o Pantanal segue em alerta.
De acordo com a análise climática divulgada pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), os acumulados de chuva previstos para o trimestre variam, em geral, entre 500 e 700 milímetros no Estado. A distribuição das chuvas não deve ocorrer de maneira uniforme.
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A passagem de frentes frias ainda poderá provocar períodos pontuais de temperaturas mais amenas.
A combinação entre o aquecimento durante o dia e o retorno gradual da umidade, característico da primavera, favorece a formação de tempestades. Esses eventos podem ocorrer de forma rápida e provocar chuvas intensas, rajadas fortes de vento, descargas elétricas e, em alguns casos, queda de granizo.
O El Niño, cuja probabilidade de ocorrência em intensidade muito forte é estimada em cerca de 96% na análise apresentada, pode contribuir para modificar os padrões atmosféricos e favorecer condições para episódios de tempo severo.
O risco de incêndios continua exigindo monitoramento. Conforme a projeção do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), grande parte de Mato Grosso do Sul aparece nas categorias de “baixa probabilidade” e “observação” para o perigo de fogo.
A região pantaneira, por outro lado, permanece em nível de “alerta”, demandando atenção especial, ações preventivas e mobilização de equipes para reduzir os riscos de incêndios.
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