Venda do milho perde ritmo e fica 7 pontos atrás do ano passado
Com 57% da safra negociada até outubro, diferença em relação a 2025 aumentou desde setembro

A comercialização da segunda safra de milho de Mato Grosso do Sul perdeu ritmo em relação ao ano passado. Até 26 de outubro, os produtores haviam vendido 57% da produção de 2026, contra 64% no mesmo período de 2025. A diferença chegou a sete pontos percentuais, conforme levantamento da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).
RESUMO
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O afastamento entre os dois ciclos aumentou nas últimas semanas. Em setembro, o Campo Grande News mostrou que metade da colheita já havia sido negociada, índice 2,5 pontos percentuais inferior ao registrado um ano antes. Na ocasião, as vendas haviam avançado 6,5 pontos em comparação com agosto, quando alcançavam 43,5%.
Desde então, a parcela comercializada subiu para 57%, mas o crescimento foi menor que o observado no mesmo intervalo de 2025. Os números mostram que os agricultores continuam vendendo o cereal, embora em velocidade inferior à da temporada anterior. O boletim não aponta uma causa específica para essa diferença.
Preços - O levantamento também mostra redução nas cotações do produto em parte das cidades pesquisadas. Entre 26 e 29 de outubro, o preço médio estadual caiu 0,98%, passando de R$ 50,88 para R$ 50,38 por saca de 60 quilos. No acumulado do mês, a desvalorização chegou a 6,57%.
Sonora apresentou a maior queda no período analisado, de 4%, com o valor passando de R$ 50 para R$ 48. Em Maracaju, a cotação recuou de R$ 50 para R$ 49, enquanto São Gabriel do Oeste registrou redução de R$ 51 para R$ 50. Sidrolândia também teve baixa, de R$ 52 para R$ 51.
Na direção contrária, Ponta Porã foi o único município com valorização entre os dias acompanhados. O preço aumentou de R$ 51 para R$ 52, avanço de 1,96%. Campo Grande e Chapadão do Sul permaneceram estáveis, com R$ 51 e R$ 52, respectivamente. Em Dourados, o grão foi cotado a R$ 50 durante todo o intervalo.
O relatório ressalta que os valores pesquisados não representam necessariamente aqueles recebidos pelos agricultores, pois as negociações ocorrem em diferentes momentos. Na média dos quatro dias considerados, a saca ficou em R$ 50,66, abaixo dos R$ 51,92 registrados no período equivalente de 2025, redução de 2,43%.