Sabor

Para ajudar tia na venda de doces, vale até rodar a cidade de Chapolin

A ideia era alcançar o público infantil, mas como o personagem é antigo, acabou atingindo os adultos

Por Geniffer Valeriano | 28/07/2026 07:02
Para ajudar tia na venda de doces, vale até rodar a cidade de Chapolin
Caracterização de Luis conta com antenas e martelo do Chapolin Colorado (Foto: Arquivo Pessoal)

Vestido de Chapolin Colorado, Luis Fernando Lopes, de 17 anos, percorre ruas e comércios de Campo Grande para ajudar a tia a vender doces. Entre fotos, brincadeiras e até alguns passinhos de dança, o adolescente acabou chamando mais atenção do que imaginava e virou figura conhecida por onde passa.

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A iniciativa surgiu como uma forma de atrair clientes e conta com o apoio da família. Prestes a completar 18 anos, Luis trabalha apenas em horários que não interferem na rotina escolar e concilia as vendas com os estudos.

“Para falar bem a verdade, está sendo uma aventura bem maluca. Bem diferente do público que eu queria, porque o foco eram as crianças, mas acabou pegando mais os adultos. Então virei febre”, diz.

Família se uniu para vender tortas por bairros de Campo Grande (Foto: Arquivo Pessoal)

Aluno do terceiro ano do ensino médio, ele garante que consegue manter a rotina sem dificuldades. “Eu durmo, vou para a escola e tenho meu tempo de descanso e lazer com meus amigos. Está bem tranquilo”, relata.

A ideia de colocar o sobrinho fantasiado partiu da tia, Débora Regina Lopes, de 46 anos. Ela já vendia doces com outro sobrinho quando decidiu apostar em um personagem para chamar a atenção dos clientes. “Eu vendia os doces com o meu sobrinho mais velho. Depois, o Luis veio trabalhar com a gente e surgiu a ideia de vender fantasiado. A gente não sabia qual personagem escolher, foi buscando vários super-heróis até chegar no Chapolin”, conta.

A expectativa era conquistar principalmente as crianças, mas quem mais entrou na brincadeira foram os adultos. “A ideia no começo era atingir o público infantil, mas como o personagem é antigo, acabou atingindo os dois: os mais velhos e as crianças”, explica.

Débora prepara as tortas e vende os doces junto do sobrinho (Foto: Arquivo Pessoal)

A interação virou parte essencial do trabalho. Em restaurantes, comércios e pontos movimentados, o personagem não passa despercebido. “O tempo inteiro o pessoal pede foto, tanto crianças quanto adultos. Tem lugar com música ao vivo que pedem para ele dançar. Aí ele vai, dança, interage e estimula as pessoas a comprar”, relata Débora.

Antes da fantasia, o negócio começou de forma despretensiosa. Débora trabalhava como motorista de aplicativo quando recebeu um convite para vender cestas no Dia dos Namorados. “A gente fez as cestas e vendeu tudo. Foi onde eu vi que o negócio dava resultado. Aí comecei a fazer os doces e chamei meus sobrinhos para trabalhar comigo”, lembra.

Apesar de ter começado com o morango do amor, hoje o foco são tortinhas, com sabores como limão, maracujá, banoffee, prestígio e Ninho com geleia de morango. As vendas acontecem em diferentes pontos da cidade, de regiões centrais até a saída para Sidrolândia. “A nossa rota é grande. A gente não sai para ver se vende, a gente sai para vender”, resume.


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