Diversão

Produtora do Guns N' Roses pede desculpas pelo atraso e leva vaias

Fala ocorre após a previsão de início às 20h30; trânsito seria justificativa

Por Gustavo Bonotto | 09/04/2026 21:58

Com cerca de uma hora de atraso para o início da apresentação, a produção do show do Guns N’ Roses teve que pedir desculpas pelos problemas enfrentados pelos fãs no Autódromo de Campo Grande, durante a noite desta quinta-feira (9). Por volta das 21h45, uma produtora do evento subiu ao palco e falou em nome da produção e da banda. Como resultado, foi vaiada pelo público.

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Durante o pronunciamento, a representante pediu perdão “em nome de toda a organização” e também da banda. Ela afirmou que o público veria “o maior show internacional já realizado”, logo após a fala. Até a publicação desta matéria, no entanto, a banda ainda não havia subido ao palco, o que gerou insatisfação entre os presentes.

Uma das justificativas extraoficiais apuradas pelo Campo Grande News seria a dificuldade no acesso ao local do evento. Mais cedo, a reportagem mostrou que fãs enfrentaram congestionamento na BR-262 e precisaram abandonar carros e ônibus para seguir a pé até o autódromo.

O trânsito travou os principais acessos desde o fim da tarde. A lentidão atingiu a Avenida Ministro João Arinos e se estendeu até a rodovia, principal ligação com o espaço onde ocorre o show.

Em alguns trechos, o fluxo parou por horas. A equipe do Campo Grande News levou 1h20 para percorrer cerca de 100 metros na João Arinos, o que ilustra a dimensão do congestionamento.

Fãs relataram demora e incerteza sobre a chegada a tempo da apresentação. Parte do público saiu de casa ainda à tarde, mas não conseguiu avançar no trânsito.

Diante do cenário, muitos desistiram de permanecer nos veículos. Alguns deixaram carros ao longo da via e seguiram a pé pela BR-262, enquanto passageiros de ônibus também optaram por caminhar.

Houve coletivos que saíram por volta das 16h30 e permaneceram praticamente parados por horas. Sem perspectiva de avanço, passageiros desceram e seguiram o trajeto a pé até o autódromo.

O congestionamento ultrapassou 14 quilômetros e, em alguns pontos, não havia movimento. O problema começou ainda na região urbana e avançou até a área do evento.

Equipes da Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar, Detran e Polícia Rodoviária Federal atuaram no controle do tráfego. Apesar disso, não conseguiram normalizar o fluxo de veículos.

Um dos pontos mais críticos foi o viaduto que liga a Avenida João Arinos à BR-163. No local, a liberação de veículos pela alça de acesso formou um funil e travou a via principal.

Mesmo com restrição para caminhões na BR-262 até as 22h, entre os quilômetros 233 e 328, motoristas relataram a circulação de veículos pesados. A presença desses veículos agravou a lentidão.

A reportagem procurou todas as entidades citadas no texto, mas não houve retorno.

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