Diversão

Feira diminuiu ao longo dos anos, mas resiste na praça do Flamboyant

Já teve fila de espera para expositores, porém hoje reúne 12 feirantes e tenta recuperar o movimento

Por Geniffer Valeriano | 09/09/2026 14:48
Feira diminuiu ao longo dos anos, mas resiste na praça do Flamboyant
Praça no Jardim Flamboyant reúne 12 feirantes que resistem a mudança de público (Foto: Direto das Ruas)


RESUMO

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Nascida há oito anos a partir de um encontro de kombis, uma feira virou ponto de resistência no Jardim Flamboyant. No auge, chegou a ter fila de espera para novos expositores. Hoje, são 12 feirantes que mantêm o encontro toda quarta-feira, a partir das 18h, e tentam reconquistar o público. Nesta quarta, tem mais uma edição para quem quiser prestigiar.


Quem detalha a trajetória da feira, apelidada de “Feirinha das Kombis”, é a empreendedora Rosangela Marques, de 40 anos. “Ela nasceu da união de várias pessoas que tinham kombis, por isso chama Quarta Kombina com K”, explica.

Desde o início, a feira é realizada na Praça Flamboyant, no encontro da Avenida Ministro João Arinos com a Rua da Planície, ao lado do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros). No começo, apenas quem tinha kombi podia participar como expositor. Depois, o espaço também foi aberto para barracas.

Em seu auge, feira reuniu 1 mil pessoas durante a festa junina (Foto: Arquivo Pessoal)

“Houve uma época em que ela ficou bem lotada, ficava cheia e tinha até lista de espera para quem queria expor. Ela era um sucesso. A primeira festa junina reuniu quase mil pessoas”, relembra.

Foi durante a pandemia, quando a feira precisou interromper os encontros, que o número de frequentadores e expositores começou a diminuir. “Ela deu uma caída, algumas pessoas saíram, foi aumentando o número de feiras na cidade e ela foi ficando pequenininha. Mas a gente continua ali firme e forte”, conta.

A primeira edição contou com sete kombis. No melhor momento, a feira chegou a reunir quase 20 veículos e outras 38 barracas. Atualmente, são 12 feirantes, com opções como chope, cachorro-quente, açaí, espetinho, hambúrguer, porqueta, legumes, verduras e brinquedos.

“A gente está com espaço aberto para quem quiser participar com a gente. A única regra é que nós não repetimos produtos, por conta de a feira ser num bairro pequeno. Por ser um bairro mais antigo, as pessoas vão muito pouco”, explica Rosangela.

Priscyla Arashiro, de 44 anos, e o marido estão entre os expositores que retornaram à feira. Segundo ela, na decisão, o casal levou em consideração o ambiente familiar e a segurança do local. 

“Quando estávamos lá anos atrás, era bem movimentada, tinham várias atrações. Esperamos que volte a ter essa energia. Para a gente é muito satisfatório, porque os clientes nos dizem que a feira estava precisando dos nossos produtos.”

Para o futuro, Priscyla espera que os encontros comunitários, gastronômicos e culturais continuem vivos. “Sempre é muito triste quando algo dessa natureza para de existir. A feira é tradição e, nesse bairro, manter a feira continuará a criar memórias para os moradores da região. As crianças vão crescer com essa memória. Eu mesma tenho memórias da época em que a Feira Central era atrás da Avenida Mato Grosso”, finaliza. 

Para quem quiser fortalecer a feira, o endereço é Rua Planície, na Praça que fica ao lado do Garras, no Jardim Flamboyant. 

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