Acabaram com a diversão da garotada no Horto? Veja o que resta
Passeio por viveiro de flores e bocha não existem mais, mas ainda há opções
Por Aletheya Alves | 15/12/2023 07:05
Crianças durante atividade realizada pela biblioteca no Horto Florestal. (Foto: Paulo Francis)
Visitas ao orquidário com caminhadas e brincadeiras próximo ao espelho d’água do Horto Florestal fazem parte da memória de quem viveu em Campo Grande entre os anos de 1990 e início dos anos 2000. Com o passar do tempo, o espaço foi perdendo seu destaque como cartão postal e atração para levar as crianças, mas, olhando hoje, o que ainda resta?
Em imagens antigas encontradas na internet, o espelho d’água se destacava em funcionamento, assim como o viveiro de orquídeas. Mas, na estrutura atual, essas duas partes se conectam a outros espaços que, através de uma caminhada, se mostram desativadas e tomadas por galhos de árvores.
Imagem antiga do Horto Florestal com espelho d'água e fonte ativas. (Foto: Reprodução/Wikimapia)
Registro do orquidário em 2007, quando o espaço ainda estava ativo. (Foto: Reprodução/Paulo Takarada)
Situação atual do orquidário, apenas com a estrutura desativa. (Foto: Natália Olliver)
O que, sim, segue em funcionamento com destaque, é a Biblioteca Pública Municipal Anna Luiza Prado Bastos, sendo ela a principal responsável por manter as atividades no Horto Florestal. Durante o ano, o espaço realiza ações tanto com adultos quanto com as crianças.
Nesta semana, por exemplo, as crianças participaram da ação de férias no Horto com atividades dentro e fora da biblioteca. O problema é que a atividade já está sendo encerrada nesta sexta-feira (15) e não retorna em janeiro.
Por isso, a opção é aproveitar o acervo de livros e as exposições artísticas encontradas dentro da biblioteca. Em relação à programação, o cronograma de atividades deve retornar apenas em março com a celebração de aniversário do espaço.
Já no Horto em sim, o parquinho ganhou pintura nos últimos meses e está apto para uso. As caminhadas também podem ser realizadas pelo espaço que conta com bancos para descanso, sendo possível encontrar aves pelo trajeto.
Biblioteca preserva principais atividades voltadas para as crianças. (Foto: Paulo Francis)
Parquinho está ativo com alguns brinquedos. (Foto: Paulo Francis)
Estrutura lúdica de navio e farol ganharam pintura nos últimos meses. (Foto: Paulo Francis)
Nas caminhadas, há a percepção de como o antigo espaço utilizado para prática de bocha e outras ações está deixado de lado, assim como a estrutura para venda de alimentos e bebidas.
Para responder sobre o Horto e suas atividades, a responsável pela Sectur (Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Grande), Mara Bethânia Gurgel inicia o depoimento assumindo que o espaço não é mais o mesmo das boas lembranças.
O Horto Florestal realmente está precisando de uma revitalização, isso já está sendo estudado junto ao secretário de obras e à prefeita para que a gente veja essa possibilidade como lançamento de 2024, indica a secretária, mas sem informações definidas.
Apesar disso, ela reforça que o funcionamento do espaço ocorre normalmente, tendo suas principais atividades realizadas pela biblioteca. “Temos várias atividades para as crianças, como as férias na biblioteca. A biblioteca tem o maior acervo municipal da cidade e é visitada por cerca de 60 pessoas por dia”.
As programações no espaço também comportam feiras de brechó, ações de economia criativa e atividades no teatro de arena do Horto.
Em relação às memórias afetivas citadas envolvendo, por exemplo, o orquidário, a secretaria pontua que a retomada desses ambientes fica à cargo da esperança de uma possível revitalização.
“Acredito que as memórias afetivas são muito importantes, a gente tinha um orquidário aqui e as pessoas gostavam muito daquilo, cultivavam. Esse projeto vai ser discutido de acordo com recursos financeiros que a gente possa a vir captar, mas se for possível, a gente quer oferecer melhor para Campo Grande, para essas pessoas que viveram dias tão especiais e que seus filhos possam continuar usufruindo daquilo que eles viveram de tão bom”, completa.