Consumo

Em ritmo de fim de ano, bazar oferece itens a R$ 10 e ajuda quem quer economizar

Os preços costumam ficar muito abaixo dos praticados no varejo, já que são produtos apreendidos pela Receita

Por Izabela Cavalcanti e Maria Gabriela | 06/12/2025 10:02
Em ritmo de fim de ano, bazar oferece itens a R$ 10 e ajuda quem quer economizar
Multidão escolhendo produtos Bazar Solidário do Asilo São João Bosco (Foto: Marcos Maluf)

O Asilo São João Bosco realiza, neste sábado (06), até às 18h, o Bazar Solidário no estacionamento do Fort Atacadista da Três Barras. Essa é uma oportunidade para quem quer economizar nas compras de fim de ano. 

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Os preços costumam ficar muito abaixo dos praticados no varejo, já que os produtos são mercadorias apreendidas pela Receita Federal e repassadas ao asilo para fins sociais. A intenção desta edição é justamente dar continuidade à “onda” de compras da Black Friday e ajudar quem poupar dinheiro.

Os celulares estão custando entre R$ 240 e R$ 1.200; smartwatches, de R$ 100 a R$ 200; vara de pesca, de R$ 40 a R$ 60; relógio, entre R$ 10 e R$ 15; molinete e linha de pesca, de R$ 60 a R$ 100; perfume, de R$ 60 a R$ 400; isca de pesca artificial, R$ 6; caixa de som, de R$ 80 a R$ 200; Alexa, R$ 250; acessórios de celular, de R$ 15 a R$ 180; roteador, de R$ 100 a R$ 150; e luva de pesca, R$ 10.

Fora dos bazares, um celular Xiaomi Redmi 12, por exemplo, pode chegar a R$ 1.700, enquanto um Xiaomi 13 C custa cerca de R$ 1.800. A Alexa varia de R$ 160 a R$ 2 mil, dependendo do modelo. Um smartwatch pode ultrapassar R$ 2,9 mil na Amazon.

Para enfrentar o preço baixo, houve quem madrugasse e ficasse na fila debaixo do sol ao amanhecer. 

O auxiliar de contabilidade Jorge Viega, de 43 anos, chegou às 5h30 para garantir bons produtos de pesca e gastou R$ 700.

Jorge segurando algumas varas que comprou no Bazar Solidário do Asilo São João Bosco (Foto: Marcos Maluf)

“Em lojas comuns, eu gastaria o dobro. Estou ansioso para o início da pesca. Aqui, os produtos de pesca estão compensando bastante, são marcas boas”, disse.

O analista de sistemas Auster Silva, de 36 anos, ficou duas horas na fila. Ele também tem a pesca como hobby e pretende montar um kit para a esposa.

Auster dando entrevista enquanto avalia itens de pesca (Foto: Marcos Maluf)

“É uma meta para o ano que vem ter mais esse tempo de lazer, então já estou levando algumas coisas. Não é só trabalhar. A única coisa que não compro é celular, porque acho que não compensa pela ausência de garantia”, pontuou.

A presidente do asilo, Isislene Magalhães, de 61 anos, explica que os itens à venda são produtos apreendidos pela Receita Federal desde 2021. São 18 mil produtos disponíveis e 25 voluntários atuando no bazar.

“As arrecadações vão servir para custeio do asilo, principalmente para o décimo terceiro dos funcionários”, comentou.

O bazar é uma das principais fontes de renda da instituição, que atende cerca de 90 idosos em situação de vulnerabilidade. 

O dinheiro arrecadado ajuda a custear alimentação, medicamentos, fraldas geriátricas e a equipe multidisciplinar que trabalha diariamente na casa. Segundo a direção, a alta dos custos tem tornado as ações beneficentes cada vez mais essenciais para manter os serviços.

Consumidores olhando perfumes que estão sendo vendidos no Bazar Solidário do Asilo São João Bosco (Foto: Marcos Maluf)

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