Comportamento

Renaldo viralizou indo a boteco e com drink tesourinha para lésbicas

Jornalista furou bolha instagramável, para mostrar que a alegria também acontece longe dos bares “fitas"

Por Natália Olliver | 11/09/2025 06:40

Renaldo Souza, ou Renaldo Carioca, furou a bolha instagramável para mostrar que a alegria também acontece longe do luxo e dos bares “fitas”. Foi nas cadeiras de plástico, nos balcões simples e rústicos que ele ganhou a internet. O jornalista passeia conhecendo bares no interior, conta histórias e brinda com quem estiver lá.

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Ao Lado B, ele comenta que tudo começou como um hobby, sem pretensão, mas que, aos poucos, foi ganhando espaço no coração e agradando as poucas pessoas que assistiam. Diante do cenário favorável, abriu a conta do Instagram, que até então era privada, e começou a postar os vídeos. O resultado foi inesperado: o conteúdo bombou.

“Começou um pouco de crítica social também. O Instagram é muito gourmetizado. É muito artificial. Você abre e acaba sendo uma disputa de egos, de quem está no ambiente mais luxuoso, com mais gente bonita em volta, pagando a bebida mais cara. Eu pensei em mostrar um pouquinho da realidade, um pouquinho da alegria, da leveza nas coisas simples do dia a dia que as pessoas passam e às vezes não notam. Sempre gostei de beber. Minha ideia é justamente jogar um pouco de holofote nos botecos raízes, mais humildes”.

Morando em Ribas do Rio Pardo, o jornalista divide o tempo entre a cidade e a Capital. Os vídeos são gravados tanto lá quanto em Campo Grande. Segundo ele, o retorno tem sido positivo. Os donos dos botecos agradecem a paciência, o tempo e a disposição para mostrar o dia a dia deles, mesmo que em alguns minutos. 

Depois dos bares, Renaldo resolveu fazer drinks em datas comemorativas. Um dos vídeos mais comentados é o do drink Tesourinha de Pêssego, feito para o Dia da Visibilidade Lésbica. Com humor que não ofende, ele arrancou risadas do público e despertou a vontade de experimentar a bebida feita de vodka, pêssego, refrigerante de limão e gelo. A banana também aparece na lista, mas, para entender, é preciso assistir ao vídeo.

“A Tesourinha, por enquanto, foi a que a galera mais gostou. Os drinks foram mais uma ideia da minha cabeça. Não sou barman e estou longe de ter o conhecimento ou a técnica dessa galera que eu tanto admiro, mas é um jeito de misturar algumas coisas mais simples para tentar fazer uma bebida bacana, ao mesmo tempo em que mando um alô para brincar e, humildemente, homenagear as profissões e atividades dos amigos que me acompanham”.

Na lista de drinks, até o tereré não passou batido. Com uma dose de cachaça branca, suco de limão, mel, hortelã e a erva, Renaldo comemorou o aniversário de Campo Grande, em agosto.

“O objetivo é ir além da bolha mesmo. Eu dou uma pesquisada sobre os homenageados das datas e tento encontrar alguns pontos para associar. Isso vale para o texto e também para os ingredientes. Aí entra um pouco do meu humilde improviso e, normalmente, a galera gosta. Eu queria fazer algo que levasse tereré. Cheguei no Tereré Etílico e ficou bem gostoso”.

Para ele, cada bar é um santuário com histórias, lendas e personagens. “É uma felicidade tanto visitar algum que eu já conheça para abraçar o dono e tomar umas com os amigos quanto ter a honra de conhecer um local novo e construir mais memórias e amizades. A beleza que eu tento passar não está na estética, mas no acolhimento". 

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