Comportamento

Rafael chocou vizinhos fazendo tereré com gelo direto da calçada

Sul-mato-grossense deixou o Estado para mudar para os Estados Unidos em 2024 e mata a saudade assim

Por Natália Olliver | 01/02/2026 07:20

Rafael Macedo Nunes, de 32 anos, provou que tradição não tira férias e muito menos sente frio. Apaixonado por tereré, ele não abandona o hábito nem debaixo de neve. Morando nos Estados Unidos, ele "chocou" vizinhos ao sentar na calçada e fazer o bom e velho tereré sul-mato-grossense com gelo direto da calçada. Claro, tudo não passou de uma brincadeira, mas o momento foi filmado e deu o que falar. 

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Natural de Campo Grande, ele e a família foram para a América do Norte em fevereiro de 2024 e desde então não voltaram ao Brasil. A saudade aperta e o tereré é um jeito de manter as raízes, mesmo longe de casa.

O vídeo, gravado do lado de fora da casa, mostra Rafael sentado em uma cadeira, preparando o tereré, enquanto tenta se comunicar em inglês. Depois, solta um: “Vai um golinho aí?”. Mesmo sendo avisado que estava -10ºC, ele responde: “Não estou sentindo tanto frio, não. Tereré aqui não pode faltar.”

"Isso está repercutindo muito, muita gente comentando e repostando. Eu amo demais o Mato Grosso do Sul. A gente fala que muita gente quer conhecer os EUA, mas estamos morrendo de saudade, não vemos a hora de ir no Pantanal dar uma pescada, tomar o tereré no calor. Aqui a gente toma mais é no frio, para matar a saudade". 

Rafael chocou vizinhos fazendo tereré com gelo direto da calçada
Rafael e o filho, que nasceu nos Estados Unidos (Foto: Arquivo pessoal)

Ao Lado B ele conta que fica feliz em trazer o costume para outros lugares e que já até chegou a oferecer para os colegas norte-americanos. Claro, ninguém gostou. "Eu falo que ele é nossa identidade, onde vamos ele tem que acompanhar. No Brasil era assim e nos EUA não muda". 

Apesar do bom humor do vídeo, a vida longe do Brasil não é leve. Antes da mudança, Rafael morava em Terenos, onde mantinha um restaurante. Hoje, a rotina é bem diferente: de dia construção civil, de noite faxina em um supermercado. 

Segundo ele, o pai já estava no país quando ele chegou. Depois vieram o irmão e a cunhada. A esposa chegou grávida e o filho do casal nasceu nos Estados Unidos.

“A vida aqui é dura. A gente trabalha bastante. A cultura é diferente da do Brasil”, resume. Ele destaca que não existe horário de almoço como no costume brasileiro. São apenas 30 minutos de pausa. Pouco tempo, muito trabalho.

Mesmo assim, o tereré segue presente no cotidiano da família. Rafael conta que consome a bebida todos os dias com os parentes. A única adaptação é o local. Nada de tomar do lado de fora quando o frio aperta. “No gelo, só no vídeo. Dentro de casa, porque lá fora é muito frio.”

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